Após a revelação de que um vazamento de dados expôs mais de 16 bilhões de senhas em bases diversas, especialistas em segurança digital reforçam a importância de adotar medidas imediatas para proteger contas e informações pessoais. O alerta foi feito por pesquisadores do site especializado Cybernews, que divulgaram o caso nesta quarta-feira (18).
Embora parte dos registros possa conter duplicações, o número chama a atenção para os riscos de invasões de contas e roubo de dados. Confira abaixo recomendações práticas para aumentar sua proteção digital.

Crie senhas fortes e exclusivas
Manter senhas fortes e únicas para cada serviço é fundamental. Evite sequências simples, nomes próprios ou dados óbvios. Prefira senhas com mais de oito caracteres, que misturem letras maiúsculas, minúsculas, números e símbolos.
Uma boa estratégia é usar trechos de músicas ou frases marcantes, transformando-os em códigos fáceis de lembrar, mas difíceis de adivinhar.
Outra dica é não anotar senhas em blocos de notas ou deixá-las visíveis no celular ou computador.
Verifique se seus dados já foram vazados
Sites como o Have I Been Pwned permitem consultar se seu e-mail ou número de telefone já foi exposto em algum vazamento. Se for o caso, a recomendação é alterar as senhas imediatamente dos serviços afetados.
Ative a autenticação em duas etapas
A autenticação de dois fatores (2FA) oferece uma camada adicional de segurança. Com ela, além da senha, é necessário confirmar o login por meio de um código temporário enviado ao celular ou gerado por aplicativo.
Redes sociais como Instagram, WhatsApp, Facebook, Telegram, Google e TikTok oferecem esse recurso gratuitamente, assim como a plataforma gov.br.
Use chaves de acesso
As chaves de acesso estão substituindo as senhas tradicionais em diversos serviços. Elas permitem o login usando biometria, reconhecimento facial ou PIN, eliminando a necessidade de memorizar senhas.
O recurso está disponível em plataformas como Google, Apple, Microsoft, WhatsApp, X (antigo Twitter) e iCloud.
Fique atento a mensagens e links suspeitos
Mesmo sem vazamentos, cibercriminosos podem obter informações por meio de golpes de phishing, que usam e-mails e sites falsos para enganar as vítimas. Sempre verifique se o link de acesso é confiável e evite clicar em mensagens de origem duvidosa.
Em caso de dúvida, nunca forneça seus dados pessoais, bancários ou códigos de segurança. Sites falsificados geralmente contêm erros de grafia e URLs com alterações sutis.