Começa julgamento de casal acusado de matar e enterrar menina de 2 anos

Julgamento de casal acusado de matar e enterrar criança de 2 anos em Manaus.
Redação Imediato Online
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Teve início nesta terça-feira (17), no Fórum Ministro Henoch Reis, zona Sul de Manaus, o julgamento de John Lenon Menezes e Ana Beatriz Barbosa, acusados de espancar até a morte a sobrinha de apenas 2 anos de idade e ocultar o corpo da criança em uma cova rasa no município de Autazes (a 113 km da capital). O crime ocorreu em março de 2022 e causou grande comoção pública.

A sessão de julgamento é presidida pelo juiz Fábio Lopes Alfaia, da 2.ª Vara do Tribunal do Júri, e deve se estender até esta quarta-feira (18). Os réus respondem por homicídio triplamente qualificado — por motivo fútil, meio cruel e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima —, além de feminicídio.

Crime brutal

De acordo com o Ministério Público do Amazonas (MPAM), Ana Beatriz, tia da vítima, estava cuidando da criança enquanto a mãe viajava para fora do estado. Na noite do dia 22 de março de 2022, irritados com o choro da menina, o casal teria agredido violentamente a criança até levá-la à morte.

No dia seguinte, ao perceberem que a menina havia morrido, os dois tentaram ocultar o crime. O corpo foi colocado dentro de uma mochila escolar. John Lenon viajou até o porto da Ceasa, em Manaus, enquanto Ana Beatriz seguiu para a casa do pai, em Autazes. Lá, o corpo foi enterrado de forma improvisada no terreno da residência.

Corpo descoberto por um cachorro

A descoberta do crime só aconteceu dias depois, quando o cachorro da família encontrou a cova e passou a cavar o local, expondo parte do corpo. O pai de Ana Beatriz, ao perceber a situação, acionou a Polícia Militar, que localizou a criança enterrada no quintal. Laudos apontaram que a menina morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna provocados por agressões físicas.

Denúncia e julgamento

A denúncia contra o casal foi oferecida pelo Ministério Público em junho de 2023 e aceita pelo Judiciário em julho do mesmo ano. Em outubro de 2024, a Justiça decidiu que os dois deveriam ser levados a júri popular.

A previsão é de que o julgamento seja encerrado nesta quarta-feira (18), com a apresentação dos debates entre acusação e defesa, seguido da decisão dos jurados e leitura da sentença.

O caso gerou ampla repercussão nas redes sociais e levantou debates sobre a violência doméstica, proteção à infância e os limites da responsabilidade familiar.

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