Jovem de 18 anos do AM é preso por estupro virtual contra menores em São Gonçalo-RJ

Jovem de 18 anos é preso por cometer estupro virtual contra menores em São Gonçalo-RJ, usando manipulação psicológica e personagens de desenhos para atrair vítimas.
Redação Imediato Online
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Eduardo Pacaia Medino, de 18 anos, foi preso na sexta-feira (6) em Santo Antônio do Içá, Amazonas, a 880 km de Manaus, acusado de cometer estupro virtual contra uma adolescente de 13 anos residente em São Gonçalo, Rio de Janeiro. A prisão, resultado de uma operação conjunta entre as Polícias Civis do Rio de Janeiro (78ª DP – Fonseca) e do Amazonas (53ª DIP), foi executada após o cumprimento de um mandado expedido pelo Juizado de Violência Doméstica e Familiar de São Gonçalo.

Modus Operandi e Manipulação Psicológica

Segundo as investigações, Eduardo simulava relacionamentos afetivos com menores por meio de redes sociais e aplicativos como TikTok e Discord, utilizando personagens de desenhos animados e animes para atrair suas vítimas. Ele empregava manipulação psicológica, incluindo ameaças, para coagir as crianças a enviar fotos e vídeos de cunho pornográfico e, em alguns casos, a praticar automutilações, registrando os atos em imagens. O delegado Gabriel Poiava, titular da 78ª DP, destacou que o suspeito “se valia de desenhos animados e personagens de desenhos japoneses para atrair as vítimas e conseguir as imagens pornográficas”.

O crime é classificado como estupro virtual, conforme o artigo 213 do Código Penal, que considera estupro qualquer ato libidinoso praticado mediante violência ou grave ameaça, mesmo sem contato físico. A pena pode variar de 6 a 10 anos de prisão, podendo ser agravada para até 15 anos devido à vítima ser menor de 14 anos. Evidências encontradas no celular da vítima corroboram os relatos.

Prisão e Alerta às Famílias

Eduardo foi localizado em Santo Antônio do Içá, onde se escondia após as denúncias. A operação conjunta entre as polícias do Rio e do Amazonas demonstra a importância da colaboração interestadual no combate a crimes cibernéticos. A vítima, que sofre as consequências psicológicas do abuso, está recebendo acompanhamento especializado pela rede de proteção.

O delegado Poiava fez um alerta aos pais: “Tomem cuidado com celulares nas mãos de crianças e adolescentes, porque os criminosos se valem desses jogos e aplicativos para conseguir contato com as vítimas e cometer diversos tipos de crimes”. Ele reforçou a necessidade de supervisão do conteúdo acessado por menores na internet, especialmente em plataformas populares entre jovens, como TikTok e Discord

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