Lula diz em discurso que Marina Silva está “magrinha” porque está “trabalhando muito” durante viagem à França

Presidente comenta sobre a aparência da ministra Marina Silva durante viagem à França, gerando repercussão.
Redação Imediato Online
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou sobre o trabalho da ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, durante uma coletiva de imprensa na quinta-feira (5/06) em Paris, França, mas gerou repercussão ao comentar sua aparência, dizendo que ela está “bem magrinha” devido ao “trabalho intenso” em prol dos desafios ambientais do Brasil. A fala, descrita como uma “brincadeira” por aliados, ocorreu uma semana após Marina ser criticada na Comissão de Infraestrutura do Senado. Acompanhado de sete ministros, incluindo Marina, Lula participa de reuniões bilaterais com o presidente francês Emmanuel Macron, discutindo o acordo UE-Mercosul, a guerra Israel-Hamas, e cooperações ambientais.

Contexto da Fala

A declaração de Lula ocorreu às 14h (horário de Paris) durante uma coletiva de imprensa após encontros com Macron no Palácio do Eliseu. Respondendo a uma pergunta sobre o papel de Marina Silva nas negociações ambientais, Lula afirmou: “Ela saiu do Acre, na Amazônia, para ver se ficava mais robusta em Brasília, mas dão tanto trabalho para ela que ela não consegue engordar.” Ele completou: “Marina é uma referência mundial. Está trabalhando incansavelmente pelo Brasil.” A comitiva brasileira, que inclui os ministros Rui Costa (Casa Civil), Mauro Vieira (Relações Exteriores), Fernando Haddad (Fazenda), Silvio Costa Filho (Portos e Aeroportos), Paulo Pimenta (Comunicação Social), Alexandre Silveira (Minas e Energia), e Renan Filho (Transportes), busca fortalecer laços com a França antes da COP 30 em Belém (novembro de 2025).

A “brincadeira” sobre a aparência de Marina, de 67 anos, foi feita uma semana após ela enfrentar críticas desrespeitosas na Comissão de Infraestrutura do Senado, em 29 de maio, quando senadores da bancada ruralista, como Jayme Campos (União-MT), questionaram sua “capacidade de gestão” e a acusaram de “atrapalhar o agronegócio” com políticas contra o desmatamento. Marina rebateu: “Não vim aqui para ser desrespeitada. Trabalho com dados e resultados.” O episódio gerou apoio de movimentos feministas, como a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), que criticou o “machismo estrutural”.

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