Análise de pesquisas Quaest aponta aumento da rejeição ao presidente e crescimento de nomes da oposição
Durante participação no programa Estúdio i, da GloboNews, nesta quinta-feira (5), o comentarista político Thomas Traumann afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou de ser o favorito para a eleição presidencial de 2026. A análise foi feita com base nas duas pesquisas mais recentes do instituto Quaest, divulgadas nos dias 4 e 5 de junho, que mostram uma deterioração na avaliação do governo e um fortalecimento de pré-candidatos da oposição.
“Se a gente junta a pesquisa de ontem com a de hoje, o cenário mostra que Lula deixou de ser favorito para a eleição do ano que vem. E é nesse tom de gravidade que o Palácio do Planalto está entendendo a situação”, avaliou Traumann.
O comentarista chamou atenção para o desempenho de nomes como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), governador de Goiás. Segundo ele, apesar de ainda serem pouco conhecidos nacionalmente — com cerca de 40% dos eleitores sem conhecimento sobre quem é Tarcísio, por exemplo —, esses possíveis adversários já aparecem tecnicamente empatados com o presidente nas simulações de segundo turno.
“A situação chegou a um nível de mau humor tão grande com o governo que qualquer candidato que não tenha o sobrenome Bolsonaro, se chegar ao segundo turno, pode ter chances reais de vitória”, afirmou.
Traumann também destacou um dado alarmante revelado pela pesquisa: 25% dos eleitores que votaram em Lula em 2022 avaliam hoje o governo como ruim ou péssimo. “Isso é dramático. Para um governo que busca a reeleição, perder um quarto da sua base original é muito significativo.”
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