Um gestor escolar, identificado como Max, foi vítima de um ataque com faca na terça-feira (3/06) em uma escola estadual em Manacapuru (84 km de Manaus), perpetrado por um professor que trabalhava na instituição. O agressor, cuja identidade não foi revelada, desferiu 17 golpes, resultando em 17 pontos de sutura no corpo da vítima, incluindo quatro pontos na testa e ferimentos no rosto, nariz, pescoço, ombro e braço. O motivo do ataque estaria relacionado a uma disputa trabalhista, após o professor, usuário de drogas, abandonar o trabalho por mais de duas semanas e ser cobrado por suas faltas. O caso, registrado na Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manacapuru, chocou a comunidade e expõe tensões em ambientes escolares, em um contexto de eventos regionais como o Festival de Parintins e a COP 30.
Detalhes do Ataque
O incidente ocorreu na Escola Estadual Maricélia de Almeida, durante o horário de aula, por volta do meio-dia. Segundo Max, o professor, que retornou à escola no dia 29 de maio após 17 dias de ausência injustificada, buscava justificar suas faltas para evitar descontos salariais ou reposição de aulas, conforme exigido pelo regimento escolar. Após uma conversa tensa na sala da diretoria, onde Max informou que não tinha autoridade para resolver o caso sem consultar a Secretaria de Educação (Seduc) ou a Coordenadoria Regional de Manacapuru, o professor saiu da sala, foi à cozinha da escola, pegou uma faca, e voltou para atacar o gestor.
Imagens de um vídeo que circula nas redes mostram Max travando uma luta corporal com o agressor, conseguindo evitar golpes fatais. “Ele tentou acertar minha jugular. Se eu não tivesse reagido, entre a mesa, cadeira e parede, ele teria me matado”, relatou Max. O ataque deixou 17 pontos de sutura, com cortes no rosto, testa (quatro pontos), nariz, pescoço, ombro, e braço. Apesar da gravidade, Max sobreviveu, para alívio de sua família e da comunidade, que demonstrou grande comoção.
Na delegacia, segundo relatos de testemunhas repassados a Max, o agressor expressou frustração por não ter conseguido matar o gestor, reforçando a intenção homicida. A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio, e o professor foi detido em flagrante. A Seduc ainda não se pronunciou oficialmente, mas a Coordenadoria Regional deve apurar o caso administrativamente.
Antecedentes do Conflito
O conflito teve origem em um incidente anterior, no dia 12 de maio, envolvendo o mesmo professor. Contratado em fevereiro de 2025 para lecionar na escola, ele chegou a Manacapuru com outro colega, ambos vindos de Manaus, sem local para morar. Max, sensibilizado, intermediou a cessão de um apartamento pertencente à sua irmã para os dois. No entanto, o professor, identificado como usuário de drogas, causou problemas:
- No final de semana de 10 a 12 de maio, ele permaneceu em Manacapuru (em vez de viajar para Manaus, como fazia semanalmente) e contratou um morador de rua para consumir drogas, beber, e manter relações sexuais no apartamento.
- Na segunda-feira (12/05), os dois brigaram, e o professor esfaqueou o rapaz, expulsando-o do apartamento. O morador de rua voltou às 6h30, pulou o muro da residência, e tentou arrombar a porta com uma barra de ferro, alarmando a família de Max.
- A Polícia Militar foi acionada, encontrou resíduos de drogas e uma garrafa de cachaça no apartamento, e levou o professor à rodoviária a pedido da família, que exigiu sua saída.
Após o incidente, o professor desapareceu por 17 dias, sem justificar as faltas, até retornar no dia 29 de maio, quando foi informado por Max que não poderia retomar as aulas sem regularizar sua situação. No dia do ataque (3/06), ele insistiu em uma solução imediata, mas, diante da negativa, planejou o atentado.