
Na manhã desta quarta-feira (4/06), um homem, ainda não identificado, foi encontrado esfaqueado e enrolado em um plástico nas proximidades do Mercado Municipal Adolpho Lisboa, no Centro de Manaus, zona sul da cidade. Ao lado da vítima, criminosos deixaram um recado escrito em papelão: “morreu porque jogava com polícia”, sugerindo que o ataque foi motivado por uma suposta colaboração com as autoridades. Apesar da gravidade, o homem foi encontrado vivo por transeuntes, recebeu atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e foi encaminhado ao Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. O caso, que chocou a população, expõe a violência ligada ao tráfico na região e está sob investigação da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Detalhes do Crime
O ataque ocorreu por volta das 7h30 na Avenida Lourenço da Silva Braga, próximo ao Mercado Adolpho Lisboa, um ponto turístico icônico de Manaus conhecido como “Mercadão”. A vítima, descrita como um homem de aparente idade entre 25 e 35 anos, foi encontrada ensanguentada, com múltiplas perfurações por arma branca no abdômen e no tórax. O corpo estava parcialmente envolto em um plástico preto, e o papelão com a mensagem estava fixado ao lado, indicando uma execução planejada com motivação ligada ao tráfico de drogas.
Transeuntes que passavam pelo local, incluindo permissionários do mercado, acionaram o Samu ao perceberem que o homem ainda apresentava sinais vitais. Equipes do Samu-192 prestaram os primeiros socorros e o transferiram para o HPS 28 de Agosto, na zona centro-sul. Até o momento, o estado de saúde da vítima é incerto, com informações extraoficiais apontando para um quadro grave devido à perda significativa de sangue. A identidade do homem não foi confirmada, mas há suspeitas de que ele seja um morador de rua ou trabalhador informal da área, como flanelinha ou carregador de mercadorias.
A Mensagem dos Criminosos
A frase “morreu porque jogava com polícia” escrita no papelão sugere que o ataque foi uma retaliação do crime organizado contra uma suposta delação ou colaboração com as forças policiais. Essa prática, comum em áreas dominadas pelo tráfico, é conhecida como “acerto de contas” e visa intimidar outros possíveis informantes. A mensagem, deixada em local público, reforça a ousadia dos criminosos e a tentativa de impor medo na comunidade.