A Operação Ágata Amazônia 2025, coordenada pelo Ministério da Defesa sob o Comando Conjunto APOENA, alcançou resultados expressivos no combate ao garimpo ilegal na Amazônia Ocidental. Nesta segunda-feira (26/03), mais seis dragas foram neutralizadas, elevando para 16 o número de estruturas de garimpo ilegal destruídas durante a operação no estado do Amazonas. A ação, realizada por tropas das Forças Armadas em conjunto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Polícia Federal (PF), também resultou na inutilização de dois rebocadores, duas balsas de combustível e um acampamento de garimpeiros, além da apreensão de 2,3 kg de mercúrio e uma garrucha.
Combate ao garimpo ilegal e danos ambientais
As ações, concentradas em áreas remotas como o Rio Puruê e a Estação Ecológica Juami-Japurá, têm causado prejuízos significativos às redes de extração ilegal de ouro. O uso de mercúrio, uma substância altamente tóxica, é uma das principais preocupações, pois contamina rios, afeta a saúde de comunidades ribeirinhas e indígenas e ameaça espécies nativas. A operação, que utiliza patrulhamento fluvial, inspeções navais e reconhecimento aéreo, tem garantido o fator surpresa, dificultando a fuga dos garimpeiros.
Além das 16 dragas neutralizadas, a operação já apreendeu 4,8 kg de mercúrio, 2 kg de ouro, oito rebocadores e nove antenas Starlink desde o início das ações em 2025, com multas ambientais que ultrapassam R$ 6 milhões. Essas intervenções visam não apenas interromper as atividades ilícitas, mas também preservar ecossistemas sensíveis, como os rios da Amazônia, cuja qualidade impacta diretamente a subsistência das populações tradicionais.