A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulgou nesta segunda-feira (26) o Informe Epidemiológico de Vírus Respiratórios, destacando uma redução significativa de 33,8% nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus respiratórios em 2025. De 1º de janeiro a 24 de maio, foram registrados 559 casos, contra 844 no mesmo período de 2024. O número de óbitos também caiu 19,5%, com 33 mortes em 2025, sendo 20 por Covid-19, 10 por influenza A, 2 por influenza B e 1 por parainfluenza. O informe completo está disponível em www.fvs.am.gov.br.
Redução de Casos e Óbitos
Entre 1º de janeiro e 24 de maio de 2025, o Amazonas notificou 1.574 casos de SRAG, dos quais 559 foram confirmados como causados por vírus respiratórios. A queda de 33,8% em relação a 2024 reflete o sucesso das estratégias de vigilância e assistência. Dos 33 óbitos registrados em 2025, a maioria foi por Covid-19, seguida por influenza A. Nas últimas três semanas (27/04 a 24/05), as faixas etárias mais afetadas foram acima de 60 anos (32%) e menores de 1 ano (27%).
Os vírus predominantes, identificados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), incluem:
- Influenza A: 47,8%
- Rinovírus: 37%
- Influenza B: 11,6%
- Adenovírus: 5,5%
- Vírus Sincicial Respiratório (VSR): 3,5%
- Bocavírus: 1,1%
Rede de Assistência e Estratégias de Controle
A secretária de Saúde, Nayara Maksoud, destacou a integração entre vigilância e assistência como fator-chave para o controle da SRAG. A rede estadual conta com 17 unidades de referência, equipadas para triagem de sintomáticos, testagem rápida para Covid-19, exames laboratoriais, exames de imagem e tratamento adequado. O programa Alta Oportuna, implementado em prontos-socorros infantis, fornece kits de medicamentos e orientações para tratamento em casa, reduzindo retornos hospitalares e desafogando a rede de urgência.
Para casos leves de síndromes gripais, a SES-AM recomenda buscar Unidades Básicas de Saúde (UBS). Em situações graves, a orientação é procurar atendimento hospitalar imediato.
Medidas de Prevenção
A diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim, reforça a importância de medidas preventivas:
- Higienização frequente das mãos.
- Etiqueta respiratória (cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar).
- Evitar aglomerações.
- Uso de máscaras para pessoas com sintomas, profissionais de saúde, indivíduos em contato com sintomáticos e grupos de risco (idosos, pessoas com comorbidades ou imunossupressão).
- Proteção de crianças menores de 6 meses, evitando exposição a ambientes de risco.