Tio é preso por estuprar sobrinha de 12 anos em Itacoatiara, no Amazonas

Homem de 40 anos é preso por estuprar a própria sobrinha de 12 anos em Itacoatiara, no Amazonas. Caso revela falhas no sistema penal e falta de monitoramento de criminosos reincidentes.
Redação Imediato Online
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Itacoatiara (AM) – Um homem de aproximadamente 40 anos foi preso na manhã desta sexta-feira (23) em Itacoatiara, no interior do Amazonas, acusado de estuprar a própria sobrinha de 12 anos. O caso chocou a comunidade local não apenas pela gravidade do crime, mas também pelo histórico do suspeito: ele já havia sido preso pelo mesmo tipo de crime em 2012.

De acordo com informações repassadas pela Polícia Civil, o crime ocorreu por volta das 6h da manhã, quando o acusado chegou à residência da família e pediu para dormir no local por algumas horas. A mãe da vítima, sem desconfiar das intenções do homem, permitiu a entrada dele.

A menina ficou sozinha com o tio após os pais saírem de casa. Foi nesse momento que, segundo o relato da vítima, o abuso sexual aconteceu. Ainda segundo informações policiais, o homem teria oferecido R$ 100 à menina como forma de suborno para que ela não contasse a ninguém sobre o ocorrido.

A vítima, no entanto, relatou tudo aos pais assim que eles retornaram para casa. Imediatamente, a família se dirigiu à delegacia para registrar o boletim de ocorrência. O acusado foi localizado e preso em flagrante.

As investigações apontam que o homem já possuía oito passagens pela polícia, entre elas, uma condenação por estupro de vulnerável registrado em 2012, também envolvendo uma menor de idade. A reincidência do crime levanta questionamentos sobre a eficácia do sistema penal e a falta de monitoramento de criminosos reincidentes.

A delegada responsável pelo caso informou que o homem permanece preso e será indiciado por estupro de vulnerável, crime previsto no artigo 217-A do Código Penal, cuja pena pode chegar a 15 anos de reclusão, podendo ser aumentada em caso de reincidência.

O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso e prestar assistência psicológica à vítima e à família. A identidade da menina e de seus familiares está sendo mantida em sigilo para preservar sua integridade.

Foto: Divulgação / Polícia

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