Manaus (AM) – O julgamento dos dois acusados pelo assassinato de Viviane Costa, jovem de 28 anos morta brutalmente em 23 de maio de 2013, no bairro Cidade Nova, foi suspenso nesta quinta-feira (22) após manobras jurídicas adotadas pelos réus para evitar a continuidade do processo.
Na sessão, um dos acusados, Francisco — apontado como executor do crime — apresentou atestado médico, alegando diagnóstico de Covid-19 e solicitando o adiamento do julgamento. A justificativa, porém, foi rejeitada pelo magistrado responsável, que destacou não ser obrigatória a presença física do réu, desde que este fosse representado por sua defesa ou participasse por videoconferência — recurso que foi disponibilizado.
Apesar disso, a defesa do outro réu, Alisson — ex-companheiro de Viviane e acusado de ser o mandante do crime —, abandonou o plenário, afirmando haver prejuízo para a defesa com a ausência de Francisco. Diante da recusa de Alisson em aceitar representação legal para o prosseguimento, o juiz se viu obrigado a suspender a sessão.
O julgamento foi remarcado para o dia 7 de julho, ampliando a angústia da família da vítima, que há mais de 11 anos clama por justiça.
“Viviane era a filha mais nova, que nunca se afastou da mãe, mesmo após constituir sua própria família. Essa demora só prolonga a dor e impede o encerramento do ciclo de luto”, desabafou a advogada Thalita, que acompanha o caso.
A mãe de Viviane, atualmente com 76 anos, acompanhou a audiência e saiu do fórum bastante abalada com mais um adiamento.
O site Imediato seguirá acompanhando todas as atualizações do processo, reforçando a voz da família e cobrando celeridade do Judiciário para que a justiça finalmente seja feita.
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