Moradores do bairro Santa Etelvina, na zona Norte de Manaus, realizaram na manhã desta segunda-feira (13) um protesto na Avenida 17 de Março, reivindicando o retorno da linha 307 até o Centro da cidade. Com pneus em chamas e cartazes de indignação, a manifestação pacífica causou interdição parcial da via e contou com a presença da Polícia Militar para garantir a segurança.
A revolta da população se intensificou após mudanças implementadas pela Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), que alteraram o itinerário de diversas linhas de ônibus da região. A principal queixa é a retirada da linha 307 do trajeto até o Terminal 1, no Centro, fazendo com que o ônibus agora vá apenas até o Terminal 7, dentro do próprio bairro.
“Hoje, para chegar ao Centro, a gente tem que pegar até três ônibus. Antes era uma viagem direta. Agora, quem pegava ônibus às 4h da manhã, tem que acordar 1h da madrugada”, declarou Vanderson Robinho, um dos líderes da manifestação. “O bairro de Santa Etelvina não aceita ser humilhado pela Prefeitura de Manaus. Aqui mora cidadão e a gente merece respeito”, completou.
A alteração no trajeto impactou diretamente bairros como Lago Azul, Vivenda Verde e o próprio Santa Etelvina, dificultando o acesso da população a serviços básicos como saúde, trabalho e educação. Os manifestantes relatam que a Prefeitura não consultou os moradores antes de tomar a decisão e que um requerimento solicitando a volta da linha 307 ao Centro já está protocolado há mais de dois anos no IMMU — sem resposta.
Outro morador relatou que, além das dificuldades logísticas, o aumento da passagem agravou ainda mais a situação. “Pagamos uma das passagens mais caras do Brasil e ainda assim estamos sendo prejudicados. Imagina quem tem necessidades especiais e precisa se deslocar até o Centro?”, questionou.
Durante a manifestação, cartazes com frases como “Prefeito, vem cuidar de Manaus e esquece o Caribe” e “Pai de família merece respeito” refletiam o clima de indignação. Os moradores ainda afirmam que novas manifestações, em maior escala, podem ser organizadas caso nenhuma providência seja tomada.
A equipe do site Imediato acompanhou todo o protesto e conversou com os moradores, que reiteraram que o movimento é pacífico e legítimo, com o objetivo de serem ouvidos.
A Prefeitura de Manaus e o IMMU ainda não se pronunciaram sobre o caso.
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