Atendente é agredida por cliente em loja de conveniência em Manaus após recusar venda por falta de troco

Atendente é agredida por cliente após recusar venda por falta de troco em loja de conveniência em Manaus.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

Manaus – Um episódio de agressão em uma loja de conveniência na capital amazonense, ocorrido na madrugada de sábado (4), revoltou clientes e internautas. A vítima, dona Leia, atendente do estabelecimento, relatou que foi agredida por um homem após negar a venda de uma bebida por falta de troco. A equipe do site Imediato, que conversou com ela e com uma testemunha que interveio na situação.

Segundo Leia, o agressor tentou pagar com uma nota alta em um momento em que ela já não dispunha de troco suficiente. Apesar de informar isso, o homem insistiu, pegou uma lata de cerveja no freezer, abriu e começou a consumir o produto sem autorização. A funcionária então sugeriu que ele efetuasse o pagamento via Pix ou cartão.

Após muita discussão, xingamentos e ofensas verbais, o homem aceitou pagar com cartão. “Assim que ele concluiu o pagamento, arremessou a lata e o líquido em meu rosto. A lata me atingiu no lábio e chegou a cortar”, relatou Leia, visivelmente abalada. Ela reforça que nunca se recusou a devolver dinheiro ao cliente, e que essa alegação por parte do agressor não condiz com o que de fato aconteceu. “Eu devolvi sim o troco. Eu não precisava dos R$ 50 dele. Só queria que ele pagasse e fosse embora.”

Testemunhas estavam no local, entre elas Hugo, um cliente que presenciou o ataque e não hesitou em intervir para proteger a funcionária. “Foi algo instintivo. Vi uma mulher sendo agredida e não pensei duas vezes. Isso não condiz com os valores que aprendi. Se eu tivesse ficado parado, teria me arrependido pelo resto da vida”, disse ele.

Hugo relatou que, após o ocorrido, recebeu mensagens ameaçadoras por meio de perfis falsos nas redes sociais, mas afirma não ter se intimidado. Segundo ele, o agressor ainda ameaçou voltar após deixar o local em uma motocicleta, mas a ameaça não se concretizou. “Fiquei ali mesmo. Eu e outros amigos. Não deixamos que isso nos abalasse.”

O caso repercutiu entre os moradores da região e nas redes sociais, onde muitas pessoas parabenizaram a atitude de Hugo e prestaram apoio à dona Leia. A equipe jurídica da loja avalia se irá registrar um boletim de ocorrência para responsabilizar o agressor.

Foto: Tarcísio Heden

Carregar Comentários