Na manhã desta quinta-feira (24), a acadêmica de Direito Daniela de Souza realizou um protesto pacífico em frente ao Manaus Plaza Shopping, localizado na avenida Djalma Batista, no bairro Parque 10, zona Centro-Sul de Manaus, pedindo o impeachment do prefeito David Almeida.
Com cartazes escritos à mão, Daniela expressou seu descontentamento com o governo municipal. Entre as mensagens, destacavam-se frases como “Fora, David Almeida!”, “Impeachment já!” e “Uma andorinha só não faz verão”, fazendo referência à necessidade de mobilização coletiva para mudanças em Manaus.
Em entrevista, Daniela explicou que este não era seu primeiro protesto. “Mês passado, fiz um protesto nos mesmos moldes em frente à Câmara Municipal de Manaus, chamando a atenção para as 11 mortes por soterramento nos últimos dois anos, além da blindagem que o prefeito recebe de muitos vereadores”, contou. Na ocasião, ela relatou ter sido abordada por um assessor do presidente da Câmara Municipal, David Reis, que a convidou a formalizar sua manifestação “por escrito”, proposta que foi recusada pela estudante.
Durante o protesto desta quinta-feira, Daniela afirmou ter recebido apoio de motoristas e pedestres. “Inúmeros carros e motos passavam buzinando e gritando em sinal de apoio”, disse. No entanto, ela também relatou episódios de hostilidade, incluindo um xingamento, mas informou que um rapaz que presenciou o ocorrido gravou a placa do infrator, que será denunciado e processado por injúria.
A acadêmica criticou a gestão de David Almeida, apontando diversos problemas na cidade, como empréstimos bilionários sem explicações claras sobre a destinação dos recursos, ruas esburacadas, alagamentos frequentes, falta de fardamento escolar e merenda com baixo valor nutricional. “O que está acontecendo em Manaus não é uma questão de Direita, Esquerda ou Centro, mas afeta todos nós. Tudo isso sem transparência e com graves evidências de falta de responsabilidade fiscal”, afirmou.
Por fim, Daniela enfatizou que seu protesto, embora simbólico, visava provocar reflexão na população. “Manaus é do seu povo, e precisamos de uma cidade digna para viver, mesmo que isso exija a mudança de gestão”, concluiu.
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