Operação nacional desarticula rede criminosa que aliciava adolescentes para práticas violentas na internet

Operação desarticula rede criminosa que aliciava adolescentes para práticas violentas na internet.
Redação Imediato Online
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta terça-feira (15), a Operação Adolescência Segura, que desmantelou uma organização criminosa voltada à prática de crimes cibernéticos contra crianças e adolescentes. O grupo atuava no ambiente virtual promovendo discursos de ódio, incentivando a automutilação e estimulando atos de violência.

A ofensiva resultou no cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão, dois de prisão temporária contra adultos envolvidos e sete ordens de internação provisória de adolescentes suspeitos de participação nas atividades ilegais. A ação foi coordenada com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e contou com a colaboração das polícias civis de Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

De acordo com Rodney da Silva, diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) do MJSP, além da repressão aos envolvidos, a operação também busca fortalecer estratégias preventivas contra a radicalização de jovens em plataformas digitais.

“Atuamos de forma precisa para interromper o funcionamento de uma rede que cooptava adolescentes para crimes iniciados na esfera digital, mas com sérias consequências no mundo real”, afirmou o diretor.

Recrutamento e incentivos

As investigações revelaram que os criminosos operavam principalmente por meio de plataformas criptografadas, como Discord e Telegram, além de redes sociais populares entre o público jovem. Nesses espaços, adolescentes eram aliciados e incentivados a participar de desafios de automutilação, crueldade contra animais, além de interações que exaltavam o ódio e cogitavam possíveis ataques violentos.

Segundo os investigadores, o grupo utilizava métodos de gamificação, promovendo competições e oferecendo “recompensas” simbólicas para engajar os participantes nas ações ilícitas.

A operação foi coordenada pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV), com suporte do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Diopi e da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

Os alvos da operação responderão por crimes como associação criminosa, incitação à automutilação, maus-tratos a animais, entre outros delitos. As penas previstas podem ultrapassar dez anos de prisão.

Foto: Reprodução

Carregar Comentários