Operação no RJ mira esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho e PCC

Operação policial no Rio de Janeiro revela esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado ao Comando Vermelho e ao PCC.
Redação Imediato Online
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) realizou, nesta quinta-feira (10/04), a maior operação já deflagrada contra o Comando Vermelho (CV), com foco no núcleo financeiro da facção. A ação revelou um esquema de movimentação bilionária envolvendo o crime organizado e o uso de plataformas digitais não regulamentadas.

Batizada de Operação Contenção, a ofensiva teve como principal objetivo bloquear recursos utilizados por integrantes do CV, que, segundo as investigações, movimentaram aproximadamente R$ 6 bilhões apenas no último ano. O caso também aponta uma conexão entre a facção carioca e o Primeiro Comando da Capital (PCC), revelando uma possível aliança inédita entre os dois grupos.

Entre os alvos da operação está o 4TBank, uma instituição financeira digital que, de acordo com os investigadores, era utilizada para lavar dinheiro proveniente de atividades ilegais como tráfico de drogas, corrupção e financiamento irregular de campanhas eleitorais. A fintech operava sem autorização do Banco Central e se apresentava publicamente como uma empresa moderna e segura de serviços financeiros. Nos bastidores, no entanto, mantinha transações com empresas de fachada, movimentava grandes quantias em espécie e intermediava operações suspeitas.

Mesmo funcionando há pelo menos cinco anos sem autorização formal, a empresa nunca havia sido barrada pelas autoridades financeiras.

Coordenada pela Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), a operação contou com apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), da Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (DGCOR-LD) e da Polícia Civil de São Paulo. Ao todo, foram cumpridos 46 mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro e em municípios paulistas.

As investigações seguem para identificar todos os envolvidos e rastrear o destino dos valores movimentados.

Foto: Reprodução

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