O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) entrou com um recurso, neste sábado (1°), contra a decisão judicial que concedeu liberdade provisória ao colombiano Juan Carlos Urriola, preso em flagrante na última terça-feira (25) durante a Operação Fronteira Mais Segura. Urriola foi detido pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO) em Santa Isabel do Rio Negro, com a apreensão de 1,2 tonelada de drogas, que foram levadas para Manaus.
Na audiência de custódia, realizada no Fórum Ministro Henoch Reis, o MPAM solicitou a prisão preventiva de Urriola, alegando que a quantidade de entorpecentes apreendidos indicava a existência de um esquema de tráfico organizado. Além disso, o Ministério Público destacou que o acusado não possui residência fixa no Brasil, o que representaria um risco de fuga. No entanto, o juiz Túlio de Oliveira Dorinho rejeitou o pedido, alegando que o colombiano não tinha antecedentes criminais.
Diante da decisão, o promotor de Justiça Marcelo Augusto Silva de Almeida, que atuou no plantão ministerial, recorreu ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). Ele solicitou a revogação da liberdade provisória de Urriola e a decretação de sua prisão preventiva, argumentando que a soltura do acusado comprometeria a ordem pública e a confiança no sistema judiciário.
O caso segue sendo acompanhado pelo MPAM, que reafirma seu compromisso com o combate ao tráfico de drogas e a manutenção da segurança pública no estado.