Falsas acusações marcam trágica perda de bebê de 3 meses e afetam família em luto

Família enfrenta falsas acusações após morte de bebê de 3 meses em Manaus.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | Nesta quarta-feira (12), a dor de uma família que perdeu uma bebê de apenas três meses se transformou em um pesadelo ainda maior, marcado por falsas acusações e ameaças. Maria Laura, a pequena que faleceu em circunstâncias trágicas, foi levada ao Hospital Delphina Aziz depois de ser encontrada desacordada pela avó. A tentativa de reanimação não teve sucesso, e a bebê foi declarada morta na unidade hospitalar. No entanto, o que parecia ser um momento de luto profundo para a família rapidamente se tornou uma luta contra acusações graves.

O médico responsável pela criança no hospital emitiu um laudo afirmando que havia sinais de violência, sugerindo abuso contra a bebê. Com base nesse relatório, a polícia foi até a casa da família, gerando pânico e desconfiança. No entanto, o que foi alegado pelo médico não corresponde à versão da família, que nega qualquer tipo de crime ou abuso. De acordo com a tia da bebê, Giselle, a criança morreu enquanto dormia, e os relatos feitos pelo hospital não condizem com a realidade.

“Minha sobrinha não sofreu tortura nem violência sexual, como foi espalhado em sites de noticias. Ela morreu dormindo, e foi encontrada pela minha mãe”, contou Giselle, visivelmente abalada. Ela explicou ainda que a polícia chegou a ser chamada à residência da família, colocando mais pressão sobre um momento já de sofrimento imenso. Além disso, a família se viu obrigada a desmentir informações falsas que circularam pela cidade, inclusive uma foto de uma criança com sinais de violência, informando que seria Maria Laura. A criança da imagem, segundo Giselle, tinha cerca de um ano de idade e era um menino, enquanto a sobrinha dela tinha apenas três meses e era uma menina.

As falsas alegações também trouxeram uma série de retaliações, com ameaças à família, que tem se visto forçada a lidar com a repercussão de um caso doloroso e injusto. “Além da dor pela perda, ainda temos que justificar nossa dor para pessoas que não têm o direito de nos julgar”, desabafou a tia, ressaltando que a família já acionou advogados para tomar as medidas legais necessárias.

A tragédia se agrava ainda mais com a divulgação não autorizada de fotos da família em luto, incluindo imagens da mãe e da avó da bebê em estado de desespero. A família já registrou um boletim de ocorrência e entregou as provas de difamação aos advogados, que agora trabalham para restaurar a imagem da criança e da família.

Maria Laura será enterrada em breve, e a família espera poder viver o luto em paz, sem as ameaças e mentiras que tomaram conta de sua história.

Foto: Arquivo Pessoal

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