MANAUS-AM | A Justiça do Amazonas decretou, nesta quarta-feira (15), a prisão preventiva do treinador de jiu-jítsu Alcenor Alves Soeiro, de 57 anos, acusado de abusar sexualmente de 19 atletas, a maioria menores de idade, ao longo de mais de 15 anos. A medida ocorre após indícios de que o técnico planejava fugir para Dubai.
Os crimes vieram à tona em novembro de 2024, quando Alcenor foi preso durante a “Operação Armlock”, deflagrada pela Polícia Civil do Amazonas. Na ocasião, ele foi detido em Itajaí, Santa Catarina, enquanto acompanhava uma competição esportiva envolvendo crianças e adolescentes.
De acordo com as autoridades, os abusos teriam sido facilitados pela posição de confiança ocupada pelo treinador. Ele é acusado de dopar suas vítimas durante viagens para campeonatos e oferecer presentes, como roupas, equipamentos esportivos, passagens aéreas, inscrições em torneios e até videogames, para conquistar a confiança dos jovens atletas.
Os relatos apontam que os crimes começaram em 2014 e se repetiram até o momento de sua prisão. A Polícia Civil identificou 19 vítimas e não descarta a possibilidade de haver mais casos.
Após ser preso em novembro de 2024, Alcenor inicialmente cumpria prisão temporária, prorrogada por 30 dias. No entanto, com o prazo se aproximando do fim e diante da gravidade das acusações, a Polícia Civil solicitou a conversão para prisão preventiva, que foi aceita pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM).
Segundo o delegado responsável pelo caso, a conversão da prisão foi essencial para garantir a segurança das vítimas e o andamento do processo, já que havia indícios de que o treinador planejava fugir do país.
Foto: Reprodução