João Vitor Melgaço Leandro, de 22 anos, natural do Rio de Janeiro, era conhecido por ostentar nas redes sociais sua ligação com o crime. Em postagens, exibia fuzis e outros armamentos, além de tatuagens como a palavra “ódio” gravada nos dedos, refletindo sua mentalidade violenta. João também se vangloriava de sua atuação no tráfico de drogas em uma favela carioca.
Nesta sexta-feira (3), ele foi morto durante confronto com policiais civis da Delegacia Especializada em Roubos e Furtos (DERF) e da Coordenação de Recursos Especiais (Core) em Manaus. A operação foi coordenada pelo delegado Thomas de Vasconcelos Dias e ocorreu na rua Canário, no bairro Cidade de Deus, zona leste da capital amazonense.
João era suspeito de envolvimento no assalto à joalheria Vivara, ocorrido no Manauara Shopping em 14 de dezembro do ano passado. A ação criminosa, que resultou em tiroteio e pânico entre clientes e lojistas, foi executada por uma quadrilha de seis assaltantes. Até agora, dois membros do grupo foram presos, dois morreram em confronto, e outros dois seguem foragidos.
O confronto e a morte
Por volta das 6h30, uma equipe da Polícia Civil cercou a casa 98, onde João estava escondido. Ao perceber a presença dos agentes, ele apontou um revólver calibre .38 em direção aos policiais, recusando-se a se entregar mesmo após receber ordens para largar a arma. Diante da reação, houve troca de tiros.
João foi atingido, socorrido ao Hospital e Pronto-Socorro Doutor Platão Araújo, mas não resistiu aos ferimentos. Durante a operação, uma mulher de 22 anos foi presa em flagrante por posse de entorpecentes, e uma arma de fogo foi apreendida.
Investigações em curso
Segundo o delegado Thomas de Vasconcelos, João Vitor veio a Manaus exclusivamente para participar do roubo à joalheria. A polícia segue em busca dos dois suspeitos foragidos, com apoio das Polícias Civis do Rio de Janeiro e do Pará.


João Vitor, juntamente com outro indivíduo carioca, teria viajado até à capital amazonense com o objetivo de realizar o roubo no centro de compras.
Em 18 de dezembro de 2024, Cláudio Dias, de 22 anos, outro suspeito de participação no assalto, também foi morto em confronto com a polícia no Ramal do Pau Rosa, na BR-174. Cláudio era natural do Rio de Janeiro e já possuía antecedentes criminais.