PM que matou jovem de 22 anos presta depoimento e alega legítima defesa

Policial é acusado de matar jovem durante discurso de legítima defesa após confronto na noite de Natal.
Redação Imediato Online
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A prisão do sargento da Polícia Militar Edersson Oséias Cordeiro Lira, por matar Kennedy Cardoso Miranda, 22 anos, na noite de Natal, trouxe à tona novos detalhes sobre o crime. Durante o interrogatório conduzido pelo delegado Gerson Oliveira, da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros, o sargento Ederson admitiu ter disparado contra Kennedy, mas alegou defesa legítima.

Ainda de acordo com o sargento, o jovem teria reagido de forma agressiva após um desentendimento entre ambos. “Ele preferiu apresentar seus fatos e colaborar com as investigações, mesmo tendo o direito de permanência em silêncio”, destacou o delegado.

O policial confessou ter usado um revólver calibre .38, arma que, segundo ele, não pertence à corporação. Contudo, o paradeiro do armamento permanece desconhecido. O sargento relatou ainda que havia ingerido bebida alcoólica antes do ocorrido, mas negou estar embriagado.

O movimento na delegacia chamou atenção devido ao grande número de policiais mobilizados para garantir que não houvesse qualquer tumulto, pois o sargento Lira teria sido agredido durante a chegada na delegacia.

O crime

Kennedy Cardoso Miranda, natural de Autazes, estava em Manaus para comemorar o Natal com a família quando foi baleado na rua Chavante, bairro Colônia Terra Nova. A vítima estava com a namorada quando o sargento chegou alterado e teria perguntado se Kennedy era vagabundo, ao responder, Kennedy foi atingido com um tiro na cabeça e não resistiu. Além disso, outras duas pessoas também ficaram feridas durante os disparos.

A investigação segue em andamento. Enquanto isso, o sargento Edersson Oséias Cordeiro Lira permanece detido, aguardando os próximos desdobramentos judiciais.

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