A cidade de Madison vive momentos de luto após um tiroteio na Abundant Life Christian School, ocorrido na manhã desta segunda-feira (16), deixar um aluno e um professor mortos, além de vários feridos, dois deles em estado crítico. A atiradora, identificada como Natalie Rupnow, de 15 anos, tirou a própria vida após o ataque, conforme relato das autoridades.
As autoridades locais continuam investigando os motivos que levaram a estudante a cometer o ataque. Uma coletiva de imprensa foi marcada para esta terça-feira (17), às 13h, no horário local (16h em Brasília), para divulgação oficial das identidades das vítimas, após a confirmação de notificações às famílias. Na noite de segunda-feira, o chefe da polícia de Madison, William Carter, afirmou que “este é um momento devastador para a nossa comunidade” e destacou que estão trabalhando incansavelmente para garantir que todos os detalhes sejam esclarecidos.
O governador Tony Evers determinou que todas as bandeiras em edifícios públicos e estaduais tremulem a meio mastro até o domingo (22) em homenagem às vítimas. “É impensável que crianças e professores possam ir à escola e não voltar para casa. Este é um lembrete doloroso do trabalho que ainda precisamos fazer para manter nossos estudantes e comunidades seguras”, disse Evers em um comunicado. Uma vigília à luz de velas está programada para a noite de terça-feira. A cerimônia, organizada por lideranças locais e autoridades educacionais, ocorrerá em um espaço comunitário fora da escola, que ainda está sendo tratada como cena de crime.
O Madison Metropolitan School District, ao qual a Abundant Life Christian School pertence, decidiu manter o funcionamento das escolas nesta terça-feira, com medidas de segurança reforçadas e apoio psicológico aos estudantes e professores. Na segunda-feira, algumas escolas da região foram colocadas em “espera segura”, mas a situação foi normalizada no fim do dia. Pais e alunos expressaram tristeza e preocupação. “Nunca imaginei que algo assim pudesse acontecer aqui. Minha filha estuda em uma escola próxima, e estamos todos apavorados”, disse Helen Grayson, uma residente local.