Na manhã desta quinta-feira (12), a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), confirmou a prisão de uma mãe acusada de explorar sexualmente a filha, uma adolescente de 14 anos que já estava grávida de três meses quando o caso veio à tona.
Em depoimento, a vítima relatou que a mãe a instruía a se arrumar para ser levada a motéis, onde era forçada a ter relações sexuais com vários homens, e além disso, nenhuma dessas relações envolvia o uso de preservativos e em alguns casos, os abusos eram gravados. Esses ‘programas’ eram diários, sempre antes ou após as aulas escolares e o valor negociado era de R$15 a R$20.
A exploração sexual era tão intensa, que a adolescente chegou a sofrer dores físicas frequentes, o que a levou tomar a decisão de pedir ajuda na escola, onde relatou todas as agressões que sofria. Após tomar conhecimento do caso, o Conselho Tutelar da Zona Norte acionou a Depca.
Durante investigações, a Depca conseguiu identificar como provas, transferências bancárias feitas pelos agressores à mãe da vítima.
A adolescente foi encaminhada ao Serviço de Atendimento às Vítimas de Violência Sexual (Sal) para receber o devido acolhimento. Devido ao tempo de gestação, a interrupção da gravidez não pode ser realizada.
E a prisão dessa mulher só foi possível porque mesmo com medidas protetivas e afastamento, ela tentava visitar a filha no abrigo para responsabilizá-la por toda a situação em que se encontrava.
De acordo com a Polícia Civil (PC-AM), essa adolescente sofria abusos sexuais há muito tempo. Ela havia chegado a Manaus para escapar de abusos cometidos pelo próprio pai que tirou a virgindade da filha, todo esse crime ocorreu no interior de Parintins. E em uma tentativa de buscar proteção, a adolecentes veio morar com a mãe em Manaus, mas continuou sendo explorada sexualmente.
A delegacia ressaltou a gravidade do caso, destacando que a prisão foi a última medida considerada, dada a urgência de proteger a vítima de mais traumas.