A trágica morte da professora Graciete Conceição de Almeida, em janeiro de 2023, continua a marcar a vida de sua família, que agora clama por justiça. Graciete foi encontrada morta em uma área de mata no bairro Nova Cidade, após registrar dois boletins de ocorrência contra o vizinho Jucleson Guimarães dos Santos, principal suspeito do crime.
Conforme relatado por Maria José Almeida, irmã de Graciete, a professora vinha enfrentando constantes problemas com o vizinho, que frequentemente causava distúrbios e fazia barulho excessivo nos finais de semana, o que a impedia de descansar após longas jornadas de trabalho. “Ela havia registrado dois boletins de ocorrência porque ele fazia muita arruaça. Minha irmã trabalhava em dois turnos, voltava para casa exausta e ainda tinha que lidar com isso”, explicou Maria José. A situação teria piorado quando, pouco antes do segundo boletim, Jucleson fez ameaças diretas a Graciete, levando-a a procurar novamente a delegacia.
O desaparecimento de Graciete foi notado pela família quando uma outra irmã a procurou em casa e encontrou o imóvel desarrumado e sem sinal da professora. Após tentativas frustradas de contato, familiares e vizinhos intensificaram as buscas, até que um forte odor vindo de uma área de mata revelou o corpo de Graciete quatro dias após seu desaparecimento.
Na última terça-feira (12), Jucleson Guimarães dos Santos foi localizado e preso em uma comunidade isolada nas margens do Rio Madeira, em Novo Aripuanã. Para a família de Graciete, a prisão representa um passo importante, mas eles ainda aguardam o julgamento do suspeito. “Estamos esperançosos de que as autoridades cumpram a lei e levem esse caso adiante até o julgamento”, afirmou Maria José, reforçando o desejo de justiça por sua irmã.