Nível do Rio Negro atinge 12,20 metros e sobe 4 cm nesta quarta-feira (16)

Elevação do nível do Rio Negro alivia crise hídrica na região, mas especialistas alertam que a situação ainda é crítica.
Redação Imediato Online
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MANAUS-AM | O nível do Rio Negro, que havia registrado a menor cota em 122 anos com 12,11 metros, continua em ascensão e atingiu 12,20 metros nesta quarta-feira (16). A elevação de 4 cm ocorre após um período de estabilização desde o dia 10 de outubro, quando o nível do rio havia permanecido constante.

A medição diária é realizada pelo Porto de Manaus, que acompanha de perto a situação das águas. A recente alta nos níveis do rio traz alívio em meio à crise hídrica que afetou a região. Em agosto, o Governo do Estado decretou situação de emergência em todos os 62 municípios do Amazonas devido aos severos efeitos da estiagem. A escassez de água nos rios tem provocado dificuldades no transporte fluvial, encarecendo a logística e aumentando os preços dos alimentos.

As rotas de balsa foram drasticamente alteradas, uma vez que embarcações de grande porte não conseguem acessar várias cidades ribeirinhas. Um exemplo é a linha Manaus-Carauari, que teve que interromper suas viagens antes do destino final, levando os passageiros e cargas a serem transferidos em Juruá para embarcações menores que seguem para localidades como Itamarati, Eirunepé, Ipixuna e Guajará.

Outros municípios, como Manicoré, Canutama e Lábrea, também precisaram modificar suas rotas devido à baixa no nível dos rios Madeira e Purus, complicando ainda mais a logística regional.

Embora o Rio Negro esteja entrando em uma fase de estabilidade, os especialistas alertam que a situação ainda é crítica, e o processo de vazante continua. A população da região aguarda com expectativa que a elevação das águas traga um respiro para as dificuldades enfrentadas nos últimos meses, mas as incertezas sobre a segurança alimentar e a mobilidade continuam a preocupar.

O acompanhamento das condições hídricas segue essencial, enquanto as comunidades se adaptam a uma nova realidade imposta pela crise climática.

Foto: Divulgação

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