Mais de 330 mil pessoas no Amazonas estão enfrentando os severos impactos da estiagem que assola a região. A situação é particularmente crítica no Lago do Puraquequara, onde a seca tem deixado a população em condições extremamente difíceis.
Nossa equipe esteve no local e constatou de perto os desafios enfrentados pelos moradores. A seca, que atingiu níveis alarmantes, tem dificultado a vida cotidiana e o trabalho na região. “Para chegar aqui, foi uma verdadeira luta. A seca é tão intensa que tivemos que descer por um terreno seco e instável”, relatou um dos moradores.
A situação no lago é preocupante. A água, que anteriormente chegava até a parte superior das margens, agora está drasticamente reduzida. “Aqui, a água chegava até lá em cima, perto do asfalto. Agora, é uma seca tão rápida e severa que nunca vimos algo assim antes”, explicou um residente.

Os moradores, que dependem da pesca e de outras atividades relacionadas ao lago, estão tendo que se adaptar às novas condições. “Temos que caminhar por dois quilômetros para chegar aqui e voltar é um grande esforço. E a situação só piora na volta”, complementou o pescador
O impacto da seca se estende para além do Lago do Puraquequara. Atualmente, 62 municípios do Amazonas estão em estado de emergência ambiental devido à severa estiagem. A rápida diminuição dos níveis de água — com quedas de até 27 centímetros por noite — é um reflexo da magnitude da crise que a região está enfrentando.

Os moradores têm se virado como podem para lidar com a falta de água, armazenando o pouco que conseguem e enfrentando grandes dificuldades para manter as atividades básicas, como o banho e a limpeza. A situação no Lago do Puraquequara é um alerta para a gravidade da estiagem no Amazonas e para a necessidade urgente de medidas de apoio e recursos para as comunidades afetadas.




