Praia da Ponta Negra é interditada para banhistas a partir desta terça-feira (17)

Nível do Rio Negro cai abaixo da cota mínima de segurança, levando à interdição da praia da Ponta Negra em Manaus.
Redação Imediato Online
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A Prefeitura de Manaus interditou, nesta terça-feira (17), a praia da Ponta Negra para banhistas após o nível do Rio Negro cair abaixo da cota mínima de segurança, estipulada em 16 metros. O prefeito David Almeida anunciou a medida após a medição do Porto de Manaus indicar que o rio atingiu 15,77 metros, um alerta que coloca a segurança dos frequentadores em risco.

A interdição segue as recomendações do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado em 2013, que determina a proibição do banho na Ponta Negra quando o nível do Rio Negro fica abaixo dos 16 metros. Nos últimos dias, o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) e o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) vêm monitorando as condições da praia e emitindo laudos técnicos sobre a balneabilidade da área.

Os laudos indicam que o mergulho torna-se perigoso quando o rio está abaixo da cota mínima, como foi observado nas últimas 24 horas, período em que o nível das águas caiu 22 centímetros. Mesmo com a interdição para banho, o uso da faixa de areia para atividades físicas e recreativas continua permitido, assim como o funcionamento do calçadão e das demais instalações do complexo turístico da Ponta Negra.

Ponta Negra

A seca severa que afeta o Amazonas neste ano de 2024 fez com que o nível do Rio Negro caísse mais rapidamente em comparação ao ano passado, quando a interdição da Ponta Negra só foi necessária em outubro. Diante dessa situação, a Prefeitura de Manaus decretou, na quarta-feira (11), estado de emergência, válido por 180 dias. A medida busca garantir assistência às comunidades ribeirinhas atingidas pela estiagem e abrir caminho para que o município receba recursos do Governo Federal.

A situação crítica do rio não afeta apenas o turismo, mas também compromete a vida de milhares de pessoas que dependem das águas do Rio Negro para transporte e abastecimento, evidenciando os impactos alarmantes das mudanças climáticas e da falta de chuvas na região.

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