Camila Barroso, presa por suspeita de espancar até a morte a babá Geovana Costa, de 20 anos, usava seu suposto vínculo com a facção criminosa do Rio de Janeiro o CV (Comando Vermelho) para intimidar suas vítimas. Segundo a polícia, Camila se apresentava como ex-esposa de Wellington dos Santos, conhecido como “Mano Kaio”, líder da facção criminosa, e fazia frequentes ameaças de violência, tanto à Geovana quanto a outros jovens sob sua influência.
Um dos depoimentos à polícia revela que Camila recorria à violência psicológica e física para controlar aqueles ao seu redor. “Ela gravava vídeos exibindo arma de fogo e, a qualquer desentendimento, ameaçava chamar o tráfico, afirmando que ‘quebraria pernas’ e puniria aqueles que tentassem desobedecê-la”, relatou a delegada Marília Campelo.
Exploração e Tortura
Em depoimento, Camila negou qualquer envolvimento na morte de Geovana, alegando que o ex-namorado da jovem, Johnny, seria o verdadeiro responsável. No entanto, investigações revelam que Camila controlava rigorosamente a vida de Geovana, restringindo seu contato com o mundo exterior e isolando-a até de seu relacionamento com Johnny. Mensagens analisadas pela polícia reforçam as suspeitas de que Camila mantinha a jovem sob domínio psicológico, impedindo-a de fugir.
As autoridades também apontam que Camila tinha planos de viajar para a Europa, onde sua família reside. Há indícios de que ela pretendia levar Geovana para continuar sua exploração sexual no exterior. Geovana havia tirado seu passaporte recentemente, em junho, o que reforça a suspeita de que a jovem seria levada para fora do país contra sua vontade. Camila, já conhecida por seu envolvimento com tráfico de drogas, comandava uma casa de massagem no bairro Petrópolis, onde atraía mulheres para prostituição, utilizando dívidas para mantê-las presas ao esquema.
O caso gerou grande comoção em Manaus pela brutalidade do crime. Geovana foi torturada e espancada até a morte, e as investigações continuam para determinar o motivo exato. “O que sabemos até agora é que Geovana foi mantida em um ciclo de abuso e exploração. Quando tentou se libertar, foi brutalmente assassinada”, disse a delegada Marília Campelo.