Camila Barroso da Silva, de 33 anos, foi presa na noite desta quarta-feira (28) pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), em Manaus, sob suspeita de envolvimento no assassinato de Geovana Costa Martins, de 20 anos. O corpo da jovem foi encontrado no dia 20 de agosto, em uma área de mata no bairro Tarumã, zona Oeste da capital. Geovana estava desaparecida desde o dia 19 de agosto, e um laudo pericial confirmou que sua morte foi causada por traumatismo craniano decorrente de espancamento.
Segundo as investigações, Geovana trabalhava como babá para Camila, mas a relação entre as duas tomou um rumo perturbador. De acordo com a delegada Marília Campello, responsável pelo caso, Camila teria atraído Geovana com a promessa de trabalho, mas passou a manter a jovem em situação de cárcere privado, explorando-a sexualmente e obrigando-a a realizar programas em uma casa que funcionava como estabelecimento de massagem. As investigações indicam que Geovana tentava se libertar da situação, mas era impedida pela patroa, que a ameaçava e alegava que ela tinha dívidas a pagar.
Exploração e tortura
Em depoimento à polícia, a empresária negou qualquer envolvimento no assassinato de Geovana, acusando o ex-namorado da vítima, Johnny, de ser o responsável pelo crime. Contudo, mensagens analisadas pelas autoridades sugerem que Camila restringia o contato de Geovana com o mundo exterior, incluindo seu relacionamento com Johnny, isolando-a e mantendo-a sob seu controle.
Ainda segundo a polícia, Camila tinha planos de viajar para a Europa, onde sua família reside, e há indícios de que pretendia levar Geovana com ela para continuar a exploração sexual da jovem no exterior. Documentos indicam que Geovana havia tirado passaporte recentemente, em junho, reforçando a suspeita de que ela seria levada para fora do país. Camila também possui antecedentes criminais, incluindo envolvimento com tráfico de drogas.
O caso gerou grande comoção em Manaus pela brutalidade do crime. Geovana foi torturada e espancada antes de morrer, e o motivo exato do assassinato ainda está sendo investigado. A polícia, no entanto, já possui indícios suficientes que apontam para Camila como a principal responsável pelo crime. “O que temos até agora é que Geovana foi mantida em um ciclo de abuso e exploração. Quando tentou se libertar, foi impedida e brutalmente assassinada”, declarou a delegada Marília Campello.
Prisão e investigações em andamento
Após a descoberta do corpo de Geovana, o Judiciário decretou a prisão preventiva de Camila, atendendo ao pedido das autoridades devido ao risco de fuga, já que a empresária tinha passagem marcada para a Europa. A polícia agora concentra seus esforços em obter mais detalhes sobre a motivação do crime e o possível envolvimento de outras pessoas. Além de Camila, outras testemunhas, incluindo o ex-namorado de Geovana, estão sendo ouvidas como parte das investigações.
Camila permanece detida, e o caso continua sob investigação pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que busca esclarecer totalmente o crime e garantir justiça para Geovana.