São Paulo, 29 de julho de 2024 — O empresário Igor Ferreira Sauceda, de 27 anos, que atropelou e matou o motociclista Pedro Kaique Ventura Figueiredo, de 21 anos, na Avenida Interlagos, zona sul de São Paulo, prestou depoimento nesta segunda-feira (29) no 11º Distrito Policial de São Paulo, localizado em Santo Amaro. O caso foi registrado como homicídio culposo e lesão corporal.
De acordo com documentos policiais obtidos pelo Metrópoles, Igor, que é sócio do bar Beco do Espeto, conhecido como “gaúcho”, no Itaim Bibi, perseguiu Pedro Kaique por cerca de 2 km após uma provável briga de trânsito. O teste do bafômetro realizado pelo empresário deu negativo para álcool, e ele também foi submetido a exame toxicológico no Instituto Médico-Legal (IML).
No depoimento, Igor afirmou que voltava do trabalho, dirigindo um Porsche com sua namorada, Marielle Campos, no banco do passageiro. Segundo o empresário, um motociclista passou pela lateral esquerda do carro e quebrou o retrovisor. Igor relatou que, devido à falta de iluminação na moto, não conseguiu identificar o emplacamento ou outras características do veículo, e começou a seguir o motociclista para chamar sua atenção.
Ele alegou que, em determinado momento, a moto estava à sua frente e mudou de faixa abruptamente. Igor disse que tentou evitar a colisão girando o volante para a direita, mas não conseguiu, resultando na batida na parte traseira da moto, perda de controle e colisão com um poste e uma árvore. A namorada de Igor, Marielle Aparecida De Oliveira Campos, de 25 anos, foi encaminhada ao pronto-socorro com ferimentos. Igor não se feriu.
Pedro Kaique Ventura Figueiredo, que pilotava a moto, foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. O pai da vítima, Alex Russo Figueiredo, desabafou em frente ao 11º Distrito Policial, questionando a intenção do motorista. Ele afirmou que acredita que Igor tinha a intenção de matar seu filho. “Ele veio na intenção de matar meu filho. Ele atingiu meu filho por trás, pelas costas,” declarou Alex, em um momento de grande emoção.
Alex também criticou a ação do empresário, dizendo que, mesmo que houvesse uma discussão sobre o retrovisor, isso não justifica o ato de tirar a vida de outra pessoa. “A vida vale um retrovisor? Agora ele vai poder voltar atrás e trazer meu filho de volta para a família?” questionou o pai.