Manaus, 25 de julho de 2024 — Na noite desta quinta-feira (25), moradores da Rua Esmeralda, na comunidade Nova Floresta, zona leste de Manaus, denunciaram o fechamento das portas da Escola Municipal Arthur Engrácio da Silva, o que impediu a realização de um projeto comunitário que atende crianças e adolescentes.
De acordo com os organizadores do projeto, Silvane e Railson, o projeto, que existe há 21 anos, realiza atividades esportivas na quadra da escola às terças e quintas-feiras. No entanto, ao chegarem ao local nesta quinta-feira, encontraram as portas da escola fechadas. Segundo Silvane, a gestora da escola havia anteriormente sinalizado a intenção de reduzir o horário do projeto devido à falta de recursos, e a questão estava sendo discutida. No entanto, o fechamento inesperado causou grande frustração e revolta entre os envolvidos.
“A gente já trabalha a 21 anos, e ontem eu procurei a gestora para conversar a respeito disso, porque ela já havia informado que queria cortar nosso horário, por não termos recursos para pagar e eu me recuso a cobrar os pais das crianças, por que o que faço é de coração”, relatou Silvane.

O projeto, que beneficia moradores locais e oferece um espaço seguro para crianças e adolescentes após as aulas, é particularmente importante para as mães da comunidade que precisam trabalhar e não têm com quem deixar seus filhos. Uma das mães presentes no local expressou sua preocupação com o impacto positivo que o projeto tem na vida das crianças.
“A gente apoia a Silvane, pois é um projeto importante e fecharam as portas pra gente por falta de pagamento. Mas é nosso direito. O meu filho e sobrinho participam do projeto, poderiam estar nas ruas, mas fazem parte do projeto e isso nos tranquiliza. A Silvane acolheu essas crianças com amor e carinho, e agora nós queremos nosso direito”, afirmou a mãe.
Os moradores, juntamente com os organizadores do projeto, cobraram respostas dos órgãos competentes e do prefeito, mas até o momento não houve qualquer resposta oficial. O projeto tem um papel vital na vida local, e os moradores esperam que as autoridades respondam prontamente para garantir a continuidade das atividades e o suporte necessário às crianças e adolescentes.