O humorista Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, está enfrentando sérias acusações após ter seu sigilo bancário quebrado revelando informações contraditórias sobre uma suposta doação milionária durante as enchentes no Rio Grande do Sul.
Em abril, após as fortes chuvas que causaram inundações e desalojaram milhares de famílias no estado, Nego Di afirmou ter doado R$ 1 milhão para uma vaquinha destinada às vítimas. No entanto, documentos mostraram que ele realizou apenas um PIX de R$ 100 na mesma data em que afirmava ter feito a doação milionária.

Durante o período da tragédia, Nego Di também exortou outras celebridades a se posicionarem e contribuírem com doações para ajudar o Rio Grande do Sul, aumentando ainda mais a repercussão de suas alegações falsas.
Atualmente, Nego Di está detido sob suspeita de ter lesado aproximadamente 370 pessoas por meio de uma loja virtual da qual era proprietário. A investigação revelou que ele vendia eletrodomésticos que nunca foram entregues aos clientes, resultando em um golpe estimado em R$ 5 milhões. As acusações incluem crimes de estelionato, lavagem de dinheiro, fraude tributária e organização criminosa. Seu sócio no esquema, Anderson Boneti, permanece foragido desde sua prisão anterior na Paraíba, em 2022, pelo mesmo tipo de crime.
O Ministério Público ainda está analisando os documentos apreendidos durante o mandado de busca e apreensão para se manifestar sobre o caso da suposta doação falsa durante as enchentes. O site Vakinha, mencionado como destinatário da doação, não pode comentar devido à Lei Geral de Proteção de Dados.