Bangladesh tem sido palco de intensos protestos desde o início de julho, liderados por estudantes contra políticas de cotas para empregos governamentais. Os distúrbios mais recentes culminaram na invasão de uma prisão no distrito de Narsingdi, onde manifestantes liberaram centenas de detentos e incendiaram as instalações, de acordo com relatos de autoridades locais.

A capital, Dhaka, tem sido o epicentro da violência, que resultou na morte de pelo menos 75 pessoas ao longo desta semana, conforme relatado pela Agence France-Presse (AFP). Em resposta aos tumultos, a polícia impôs uma proibição estrita a reuniões públicas na cidade, na tentativa de restaurar a ordem pública.
Os confrontos entre manifestantes e forças policiais têm sido particularmente violentos, com mais de 100 policiais feridos em recentes embates. Instalações públicas, incluindo a sede da rede estatal de televisão Bangladesh Television, também foram alvo de ataques, resultando em danos significativos.

Para conter a agitação, autoridades tomaram medidas como o corte de serviços de internet móvel em certas áreas. Os protestos, inicialmente marcados por bloqueios de estradas e ferrovias desde o início do mês, intensificaram-se com exigências pela revogação do sistema de cotas de emprego, que críticos afirmam favorecer jovens próximos à primeira-ministra, que governa o país desde 2009.