Golpistas aliciavam usuários de crack para fraudar auxílio da Caixa

Organização criminosa se aproveitava de pessoas vulneráveis para desviar recursos de programas sociais como o Auxílio Emergencial.
Redação Imediato Online
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A Operação Falso Egidio, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com a Caixa Econômica Federal, revelou um esquema sofisticado de fraude envolvendo programas de transferência de renda, como o Auxílio Emergencial.

A organização criminosa se especializou em abrir contas digitais fraudulentas em nome de pessoas vulneráveis, como usuários de crack e moradores de rua, sem o consentimento dessas vítimas. Aqui estão os principais pontos destacados pela investigação:

Os golpistas recrutavam pessoas em situação de miserabilidade, oferecendo quantias ínfimas em troca de seus dados pessoais e selfies segurando documentos de identificação. As fotos eram tiradas em locais específicos, sugerindo um padrão na execução do crime.

As contas eram abertas de forma totalmente remota, utilizando as fotos e dados obtidos ilegalmente. A validação ocorria através do envio de selfies segurando documento de identificação, método utilizado pelo aplicativo Caixa Tem para gerenciar as contas digitais.

Um empregado e duas funcionárias terceirizadas da Caixa foram cooptados pela quadrilha, supostamente recebendo propina para facilitar o acesso dos criminosos ao aplicativo Caixa Tem. Isso permitia que os golpistas se apropriassem das contas digitais e desviassem os valores dos benefícios sociais.

Estima-se que as fraudes tenham causado um prejuízo de aproximadamente R$ 10 milhões aos programas de transferência de renda, como o Auxílio Emergencial.

A investigação, iniciada em abril de 2023, resultou na execução de 11 mandados de prisão temporária e 16 de busca e apreensão em cinco estados brasileiros: Rio de Janeiro, São Paulo, Amazonas, Mato Grosso do Sul e Piauí.

Os membros da quadrilha responderão por crimes como integrar organização criminosa, furto qualificado, inserção de dados falsos em sistema de informações e lavagem de dinheiro.

As contas bancárias abertas em nome das vítimas eram utilizadas exclusivamente para recebimento e transferência dos valores desviados, facilitando a lavagem do dinheiro obtido de forma ilícita.

    A operação demonstra a importância da vigilância e da implementação de medidas rigorosas de segurança para proteger os programas sociais e beneficiários vulneráveis. A colaboração entre a Polícia Federal e a Caixa Econômica foi fundamental para desarticular essa organização criminosa e recuperar parte dos recursos desviados.

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