Homem é libertado depois de ficar 12 anos preso injustamente após exame de DNA confirmar inocência

Homem é libertado após 12 anos preso indevidamente após exame de DNA comprovar sua inocência no caso de uma série de estupros.
Redação Imediato Online
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Nesta quinta-feira, um homem que havia sido preso injustamente por estupro recebeu a liberdade, no interior de São Paulo, graças a um exame de DNA. Carlos Edmilson foi preso no dia 10 de março de 2012, acusado pela Polícia Civil de ser um estuprador em série que atacava mulheres em Osasco e Barueri, São Paulo. Carlos foi condenado por 10 casos e a pena chegou a 137 anos de prisão.

Segundo a advogada de Carlos, Flavia Rahal, Fundadora do Innocence Project Brasil, um dos promotores que atuavam no caso a procurou para ajudar a identificar erros cometidos durante a investigação.

“A forma como esse reconhecimento foi feito foi uma forma muito indutiva porque, na grande maioria dos casos, elas foram confrontadas com uma única fotografia deste único rapaz. Então, essa conjuntura induz a pessoa que passou por um momento traumático, que no mais das vezes não tem a clareza daquilo que vivenciou como nós temos em outras circunstâncias, até pelo estresse forte que a situação provoca, e que são levadas a acreditar pela demonstração de uma única pessoa que aquela foi a pessoa que cometeu aquele ato tão gravoso”, afirma Flavia Rahal, diretora e fundadora do Inocente Project Brasil.

A confirmação da inocência de Carlos, veio através de um exame de DNA realizado no Instituto Criminalística de São Paulo, onde descartaram a participação do réu nos crimes e identificou o verdadeiro culpado.

O DNA encontrado nas vítimas é de José Reginaldo dos Santos Neres, que já que já estava preso por outros crimes. A diretora do Núcleo de Biologia e Bioquímica do Instituto de Criminalística de São Paulo explica a importância do DNA para esse tipo de identificação.

Carlos foi solto nesta quinta-feira após 12 anos preso injustamente e lamentou a experiência.

“Eles não acreditavam na minha palavra só. Deus sabe o que faz”, diz.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo declarou que se for constatada qualquer irregularidade na investigação tomará medidas cabíveis e que exerce suas atividades dentro da lei e preza por apurações minuciosas.

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