Uma operação da Polícia Federal destruiu embarcações e equipamentos utilizados por garimpeiros ilegais nas comunidades próximas ao município de Humaitá, 590 quilômetros a sudoeste de Manaus. De acordo com os moradores da região, garimpeiros realizaram uma manifestação na entrada da cidade em resposta a ação policial. Houve uma ameaça de invasão a sede da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e o campus da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), mas não foi realizada.
Dedei Lobo (PSC), prefeito do local, se posicionou contra a ação da Polícia Federal, e afirmou que os garimpeiros são famílias de extrativistas minerais. Um vídeo gravado no momento da ação, mostra algumas pessoas tentando apagar o incêndio nas dragas após a intervenção.
A região norte tem sido alvo de garimpo ilegal em áreas de Fronteiras, principalmente dentro de territórios indígenas e de preservação ambiental, o que vem provocando desmatamento na Amazônia e contaminação do solo, aguas e ar por mercúrio.
A Comissão de Meio Ambiente (CMA), aprovou em 2023, um projeto de lei para regulamentar a comercialização de ouro e ditar algumas regras sobre a sua produção, transporte e venda, para impedir o garimpo ilegal. De acordo com o projeto PL 836/2021, a comercialização de ouro provenientes de terras indígenas e unidades de conservação ambiental é proibida, independente do processo de demarcação da reserva. Além de propor alterações na legislação financeira para rastrear a cadeia de produção e combater a lavagem de dinheiro associado á extração ilegal de ouro.