PAÍS | O cargo de Jean Paul Prates na presidência da Petrobras foi alvo de cobiça e de disputa dentro do governo e de aliados de Lula desde que seu nome foi anunciado para comandar a estatal, no fim de 2022. Ele foi demitido na terça-feira, e a presidência da estatal ficará com Magda Chambriard.
Durante o dia, o executivo não participou pela primeira vez da teleconferência de resultados da companhia, enviando apenas uma mensagem gravada. A empresa havia divulgado lucro 38% menor do que no primeiro trimestre do ano passado, com ganhos de R$ 23,7 bilhões.
Já nos primeiros meses de seu mandato começaram os atritos públicos com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. A crise mais grave ocorreu em março deste ano com a decisão dos indicados por Silveira ao Conselho de Administração da estatal de não aprovarem a distribuição dos dividendos extraordinários de R$ 43,9 bilhões, em oposição ao defendido pela diretoria e pelos membros do colegiado indicado pelos acionistas minoritários.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil