As Forças Armadas, em coordenação com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Polícia Federal (PF), executaram uma operação na Terra Indígena Yanomami (TIY), em Roraima, resultando na destruição de um helicóptero e na prisão de um indivíduo suspeito de envolvimento em garimpo ilegal.
A ação, denominada Catrimani II, contou com a participação de aproximadamente 130 militares e 20 veículos, incluindo viaturas, aeronaves e embarcações, com o objetivo de combater atividades ilegais e desmantelar infraestruturas de apoio ao garimpo.
Durante os últimos dois dias, as operações ocorreram em três regiões da TIY (Homoxi, Xitei Pupunha e Rangel), visando desarticular pontos centrais de garimpo ilegal. Além da aeronave, cinco acampamentos foram desativados e diversos equipamentos foram apreendidos, incluindo motores, geradores, bombas d’água, freezers e dispositivos de comunicação via satélite.
O Chefe do Estado-Maior da operação Catrimani II, Contra-Almirante Luis Manuel de Campos Mello, enfatizou que esse tipo de ação continuará ocorrendo em cooperação com a Casa de Governo, com o objetivo de remover o garimpo ilegal do território indígena Yanomami e apoiar as questões de emergência em saúde pública de interesse nacional, enquanto necessário.
A nova fase da operação, estabelecida pela Portaria GM-MD Nº 1511 em 26 de março, está programada para prosseguir até 31 de dezembro deste ano. Cerca de 800 militares das Forças Armadas foram mobilizados, juntamente com recursos fluviais, terrestres e aéreos, para intensificar as medidas contra o garimpo ilegal na TIY, abrangendo os estados do Amazonas e de Roraima. As Forças Armadas estão em colaboração com a Casa de Governo em Roraima, bem como com agências e órgãos de segurança, para reforçar a proteção dos indígenas.