PAÍS | A BR-319, principal ligação terrestre do Amazonas com o restante do país, foi incluída no Plano Regional de Desenvolvimento da Amazônia (PRDA) do Governo Federal, com previsão de asfaltamento até 2027. Alvo de debates ambientais há mais de 20 anos, a rodovia apresenta trechos precários no estado.
Em 2022, duas pontes da BR desabaram, causando mortes e feridos. Até hoje, as estruturas não foram reconstruídas. Motoristas que trafegam pela rodovia, cortando parte da Amazônia, queixam-se dos frequentes atoleiros ao longo da BR.
A pavimentação do trecho mais crítico, entre o km 177,8 e o km 655,7, e a adequação do trecho rodoviário Trevo do Roque, no entroncamento com a BR-364, divisa do Amazonas com Rondônia, agora constam no Projeto de Lei (PL) para criar o PRDA no período de 2024 a 2027.
O Governo Federal enviou o PL ao Congresso Nacional em 29 de novembro. O projeto foi assinado pelo presidente em exercício, Geraldo Alckmin.
Na justificativa para a pavimentação, o PRDA considera que muitas estradas na Amazônia são precárias, dificultando o tráfego seguro e a circulação de pessoas e mercadorias.
“Além disso, a região carece de novas rodovias que interliguem as regiões, tornando o transporte mais ágil e eficiente”, destaca o documento.
O principal objetivo do PL é fazer da Amazônia uma referência na valorização da sociobiodiversidade. Para isso, o plano propõe 11 programas, com diversas ações estratégicas para a região.
Além da repavimentação da BR-319, o PRDA sugere a construção de terminais hidroviários na Amazônia Legal, a construção de ferrovias e melhorias na conectividade da região amazônica.
Se aprovado no Congresso, o plano será implementado, monitorado e avaliado pela Sudam a partir de 2024. O órgão acompanhará, juntamente com os ministérios, o monitoramento dos atributos do Plano Plurianual, que estabelece diretrizes e metas da administração pública federal, relacionados ao PRDA.
Foto: Reprodução