PAÍS | O ex-policial militar Evandro Guedes, fundador da escola preparatória para concursos públicos AlfaCon, apareceu em um vídeo nas redes sociais no qual minimiza a pena prevista para quem viola sexualmente corpo de mulheres mortas.
O registro é de uma aula na qual o instrutor menciona o crime de vilipêndio de cadáver, previsto no artigo 212, do Código Penal, e ironiza a pena para a ação. Apesar das imagens terem circulado nos últimos dias, não há confirmação de quando o vídeo foi gravado.
Para exemplificar o crime, o ex-PM cita a morte de uma assistente de palco do programa Pânico.
“Meu irmão, com aquele ‘rabão’. E ela infartou de tanto tomar ‘bomba’ na porta do necrotério. Duas da manhã, não tem ninguém, quentinha ainda. O que você vai fazer? Vai deixar esfriar? Meu irmão, eu assumo o fumo de responder pelo crime”, diz o então professor da AlfaCon.
Evandro abriu uma live no Instagram e explicou as suas falas: “Primeiro que, se ela está morta, não é mulher. Ela é um defunto. Ela não tem mais personalidade jurídica, ela morreu. Galera, essa é uma ficção jurídica, é um exemplo. Isso não é estupro, é vilipêndio de cadáver”, falou. No vídeo, Guedes mostra outro trecho da aula em que diz: “É crime, é. Você mexeu com a honra do cadáver”. E completa afirmando que vale a pena responder pela pena. O vilipêndio de cadáver tem pena prevista no Código Penal Brasileiro de 1 a 3 anos de detenção e multa.
A escola preparatória para PMs se manifestou por meio das redes sociais e disse que o “vídeo foi editado de forma a parecer que o professor em questão era praticante do crime”.”A íntegra do material deixa claro que se trata apenas de um exemplo fictício e caricato para ilustrar uma situação do direito penal. O vídeo foi tirado do YouTube “para que nenhuma pessoa mais faça mau uso do conteúdo e em respeito a todos”, disse a escola.
Veja Vídeos:
Foto: Reprodução / TikTok
*Com informações Carta Capital