Laudo médico aponta insanidade mental em acusado de assassinato em Barretos

Laudo médico alega 'insanidade mental' de acusado em crime em Barretos.
Redação Imediato Online
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Os advogados de Leonardo Silva, de 18 anos, acusado de envolvimento na morte e ocultação do corpo de Nilza Costa Pingoud, de 62 anos, apresentaram um laudo médico que alega “insanidade mental” do suspeito. O documento foi elaborado pelo psiquiatra forense Hewdy Lobo Ribeiro, em colaboração com uma equipe de psicólogos contratados pela defesa de Leonardo.

É importante destacar que o pedido para a realização desse laudo não partiu da Justiça, mas sim da própria defesa do acusado. O intuito dos advogados é que este laudo contribua para a análise do processo judicial. Até o momento, a Justiça não se pronunciou sobre a aceitação ou rejeição do laudo.

Se o laudo for aceito, isso poderá resultar na suspensão do processo de acusação de latrocínio. Além disso, a Justiça poderá solicitar uma perícia oficial e independente relacionada à saúde mental do acusado, sem vinculação com a equipe contratada pela defesa. Somente após essa etapa ocorreria a possibilidade de um julgamento e uma eventual condenação.

A data do julgamento de Leonardo está marcada para 15 de dezembro e será presidido pelo juiz Luciano de Oliveira Silva. O crime em questão ocorreu em julho deste ano na cidade de Barretos, localizada no interior de São Paulo.

RELEMBRE O CASO

Leonardo Silva, de 18 anos, foi preso sob suspeita de matar Nilza Costa Pingoud, de 62 anos, em Barretos. Ele chegou a gravar vídeos de dancinhas na casa da vítima, alguns deles postados nos últimos dias enquanto o corpo de Nilza estava enterrado no quintal.

Leonardo teve a prisão temporária decretada na noite de quarta-feira, dia 2 de agosto de 2023, após ser identificado como o principal suspeito da morte da idosa, em Barretos.

Ele foi identificado pelas imagens das câmeras de segurança da residência. A prisão ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 3 de agosto de 2023. Durante a prisão, Leonardo debochou da situação e admitiu ter matado a mulher por “diversão”.

Segundo a Polícia Civil, essas imagens foram gravadas depois que Nilza foi morta depois de ser asfixiada com um fio e reforçam a hipótese de que o autor havia premeditado o crime e tinha consciência do que estava fazendo.

“Entendemos que havia uma consciência muito plena, já que ele planejou esse crime, chegou em Barretos em data anterior, planejou como iria ingressar na residência, aguardou a vítima acordar para matá-la, depois cavou a cova, adquiriu materiais para cavar essa cova, depois de cavar a cova lavou a garagem deixando o ambiente limpo”, afirma o delegado Rafael Faria Domingos.

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