Manaus | Um jovem foi diagnosticado com uma doença chamada ‘peito escavado’, e há dois anos Marcio Victor Matos, de 14 anos, e sua mãe Jaqueline Matos, lutam contra o avanço da doença e também contra as perseguições que o garoto sofre em ambiente escolar.
A mãe que perdeu uma bebê de apenas 8 meses, por causa de negligência médica, ficou apavorada após descobrir as condições do filho. A cada mês que passa ‘afundamento’ aumenta, pois o corpo do rapaz ainda está em constante evolução e isso causa uma compressão da caixa torácica, afetando seus órgãos internos.
‘Peito Escavado’
Segundo o Doutor em Cirurgia pela Universidade Federal do Paraná, Marlos de Souza Coelho, essa condição atinge as extremidades das costelas e cartilagens da área.
“Pectus excavatum, conhecido como ‘peito escavado’, é uma deformidade por depressão do esterno e das cartilagens costais inferiores, eventualmente acompanhada de deformidade da extremidade anterior das costelas na sua articulação com as cartilagens costais. É frequente uma protusão das cartilagens costais anteriormente ao rebordo costal que acentua a percepção do defeito, com a segunda costela, sua respectiva cartilagem costal e manúbrio normais”, diz ele em sua pesquisa.

Luta contra o ‘bullying’
Por causa da aparência que o ‘afundamento’ deixa em seu corpo, Victor até por muitas das vezes não participa das aulas de educação física na escola e é perseguido por conta de sua condição. Ele começou a apresentar anormalidades em seu comportamento e foi diagnosticado com alguns transtornos.
“O menor apresenta humor deprimido e irritado, baixa autoestima, agressividade, irritabilidade, comportamento opositor e desafiador. Apresenta autoagressividade, necessita apoio psicoterápico com psicóloga com urgência e assistência social”, diz o laudo médico.
Segundo a mãe, ele já passou por avaliações de psicólogo e psiquiatra e por conta desses transtornos ele não pode ficar sozinho. Jaqueline teve que se afastar do seu trabalho para dedicar-se a cuidar de forma integral de seu filho.
Cirurgia que pode salvar o Victor
Segundo o médico que acompanha o jovem, apenas uma cirurgia corretora pode salvar a vida do jovem, pois a cada dia que passa o peito do jovem acaba ficando mais cavado. Esse tipo de procedimento é bastante caro e requer cuidados muito delicados.
Jaqueline que está afastada do trabalho, recebe uma pensão de 200 de uma filha e mais mil reais pelo seu ex-marido, pai do jovem. A cirurgia que pode salvar Victor, tem um custo elevado e a mãe abriu uma vaquinha de R$ 200 mil para custear a cirurgia, remédios, anestesia e o que for preciso para não perder mais um filho.
