Manaus – AM| Dois homens, de 59 e 45 anos, foram presos na manhã desta quinta-feira (27), por policiais da Delegacia Especializada Em Proteção Á Criança E Ao Adolescente (Depca), por não cumprirem medidas protetivas de casos que ainda estão sendo investigados.
A delegada Joyce Coelho, titular da Depca, detalhou que ambos são investigados por casos distintos, contudo, suspeitos de abusarem de adolescentes. “Nós deflagramos nessa manhã, por volta de seis horas, visando o cumprimento de dois mandados de descumprimento de medidas protetivas. Essas medidas elas são cautelares pra que geralmente o agressor fique afastado da vítima durante o inquérito e toda a ação processual”, explicou a autoridade policial.
O primeiro caso seria de um crime que ocorreu em 2020, onde uma adolescente de 13 anos, foi vítima do padrasto. Na ocasião, a genitora descobriu quando a filha já estava com 35 semanas de gestação.
“O primeiro mandado é de um homem de 59 anos. Esse fato foi noticiado aqui na Depca em 2020, quando a adolescente aos 13 anos, a mãe percebeu que ela estava diferente, apresentando inchaço pelo corpo, quando na verdade a adolescente estava grávida de 35 semanas e era fruto de um abuso praticado pelo próprio padrasto. Na ocasião foi registrado e ele responde por esse crime. Como ele tentou reaproximação dessa vítima, foi decretada a prisão preventiva para que a ação possa transcorrer sem nenhuma intercorrência e para que a vítima tenha tranquilidade até o final da ação penal”, disse a delegada.
O segundo caso, trata-se do próprio pai. A menina relatou a mãe que os abusos aconteciam desde quando a mesma tinha 9 anos de idade.
“O segundo caso é de um homem de 45 anos, que foi denunciado no mês de dezembro de 2022, pela genitora da filha dele, uma adolescente de 12 anos. Ela procurou a mãe e informou que o pai vinha praticando abusos consigo desde os nove anos de idade. Foi deferido medidas protetivas para que essa criança ficasse afastada desse agressor enquanto durasse essa investigação. A menina passou a residir com a genitora”, explicou.
Ainda conforme a delegada, essa vítima foi encaminhada para um abrigo por está sofrendo psicológica por parte da família.
“Na manhã de hoje, nós encaminhamos essa vítima para um abrigo institucional, porque logo após a prisão do genitor, essa vítima foi trazida para a delegacia pelos familiares, inclusive pela própria mãe, para que ela desmentisse o fato. Entretanto, em uma entrevista psicológica, essa adolescente começou a chorar e nos relatou a pressão que ela vem sofrendo em seio familiar, porque além de vítima ela passa a ser considerada culpada pela prisão daquele homem, e começam a exercer pressão na cabeça dessa adolescente dizendo que o pai vai sofrer no sistema carcerário, quando na verdade a gente sabe que todas essas alegações só servem para que a vítima se senta culpada”, frisou a titular da Depca.