O programa que detecta potenciais de crianças e jovens nas escolas públicas de vários estados brasileiros, com método científico exclusivo e inovador que abrange avaliação física, psicológica e vocacional, está sendo aplicado no Amazonas.
O Programa DNA do Brasil, que integra a rede de ações do Instituto para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente pela Cultura, Esporte e Educação (Idecace), realizou em Manaus três dias de treinamento com especialistas em detecção de talentos locais. Em nível nacional, o programa já descobriu talentos esportivos que resultaram em campeões pan-americanos e até sul-americanos.
“Muito mais do que detectar talentos, estamos, sobretudo, empenhados em desenvolver o ser humano. Porque entendemos que o esporte é um meio de transformação social”, afirma o presidente nacional do Idecace, Wilson Cardoso. Mesmo aqueles que não apresentam aptidão para modalidades esportivas já saem do programa com um projeto de carreira e de vida, já que o protocolo também busca revelar as vocações dos estudantes para outras áreas específicas do conhecimento e até mesmo para o empreendedorismo.
O DNA do Brasil está sendo desenvolvido no Amazonas desde o segundo semestre do ano passado em escolas estaduais de 19 municípios do interior e em Manaus, com 14 escolas de tempo integral, em parceria com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc). Ao todo, são atendidos 14.743 adolescentes de 14 a 17 anos, ainda em processo de análise das primeiras avaliações, com ações sendo retomadas este ano para indicar as modalidades específicas a serem trabalhadas. “Este ano, talentos de todas as crianças serão revelados, já que toda criança tem o seu talento”, ressaltou Wilson Cardoso.
Método científico exclusivo
Utilizando uma metodologia única, com bases científicas publicadas, a tecnologia do programa utiliza sistema próprio alimentado via tablets para avaliar meninos e meninas em dez estações, como flexibilidade, agilidade, velocidade, IMC (Índice de Massa Corpórea), envergadura, teste de resistência e salto de extensão, entre outras habilidades. Com esses dados em mãos, é possível identificar a modalidade individual de aptidão de cada aluno.
“Ninguém tem uma metodologia que fala com todo o sistema”, garante o presidente do Idecace. Os pais têm acesso a um aplicativo para acompanharem o desenvolvimento dos filhos; e os professores têm seus apps para fornecer as modalidades aos pequenos, bem como o seu índice de desenvolvimento e a vocação para a carreira. “E assim, nos diferenciamos dentro da escola”, destaca.
Isso porque a metodologia que abrange a área vocacional pode detectar, por exemplo, um adolescente habilitado ao esporte e a uma área específica do mercado. “Começa, então, um processo de desenvolvimento, com a colaboração dos professores das escolas, em conjunto com os pais, junto ao suporte do Instituto. Criamos uma cadeia que credencia as empresas a colocarem esses jovens no mercado de trabalho. Isso fez com que, em 2020, ganhássemos prêmio como melhor empresa público-privada para colocar o jovem do mercado”, lembrou Cardoso.
Pelo argumento do esporte e com a ajuda dessa tecnologia inovadora, a entidade consegue ainda fazer uma ampla avaliação da saúde desse aluno, além de uma avaliação psicossocial, detectando seu grau de autoestima. “Não adianta ter uma criança ou adolescente bom para o atletismo se está com baixa autoestima. Por isso, ajudamos a melhorar no esporte, mas também na vida”, completa.
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