Atentado em centro de ensino deixa 24 estudantes mortos em Cabul

Ataque em centro de ensino em Cabul deixa dezenas de estudantes mortos, em sua maioria mulheres.
Redação Imediato Online
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Mundo | Nesta sexta-feira (30), um atentado suicida matou 24 estudantes em um centro de ensino de Cabul, em um bairro de forte presença da minoria hazara, cenário de alguns dos ataques mais violentos no Afeganistão nos últimos anos. As vítimas, que faziam simulados para uma prova de vestibular, tinham entre 15 e 25 anos e eram majoritariamente mulheres em um país onde o acesso feminino à educação é motivo de controvérsia.

A explosão ocorreu no bairro de Dasht-e-Barchi, no oeste da capital afegã, uma área predominantemente xiita, corrente do Islã cujos adeptos costumam ser alvo do Estado Islâmico, liderado por sunitas. À AFP, a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão informou que ao menos 24 pessoas e 36 morreram.

“Os alunos estavam se preparando para um exame quando um homem-bomba atingiu a escola”, disse o porta-voz da polícia de Cabul, Khalid Zadran.

Vídeos postados nas redes sociais e fotografias divulgadas pela mídia local mostram vítimas ensanguentadas sendo retiradas do local e, segundo jornalistas da AFP, o maior número das vítimas levadas aos hospitais eram mulheres. Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria do ataque.

“Poucos homens foram atingidos porque estavam na parte de trás da sala, e o homem-bomba entrou pela porta da frente, onde as mulheres estavam sentadas”, disse à agência um aluno, Ali Irfani.

O porta-voz do Ministério do Interior, Nafy Takor, tuitou que o incidente ocorreu no centro educacional Kaj, onde havia entre 300 e 400 estudantes. Segundo ele, “atacar alvos civis mostra a crueldade desumana do inimigo e a falta de padrões morais”. O porta-voz do governo, Zabihullah Mujahid, descreveu o ataque como um “ato bárbaro” e prometeu “ações duras contra os responsáveis”.

O Talibã não deixou as famílias das vítimas esperarem em ao menos um hospital, temendo novos ataques. Foram coladas listas com nomes de pessoas internadas na entrada dos centro médicos.

Com informações do Extra*

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