Brasil | A ex-namorada do professor de patologia clínica do Departamento de Medicina da Universidade de Brasília (UnB), Rivadávio Fernandes Batista de Amorim, 45 anos, o acusou de agredi-la e que a ameaçou de morte com uma faca. O caso ocorreu dia 21 de junlho, em Taguatinga Norte, Distrito Federal. A Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (Deam) investiga o caso.
No dia da violência, os dois voltavam para o apartamento do educador, em Taguatinga, por volta das 9h, e o episódio teria sido motivado por ciúmes.
“Um morador do condomínio que eu não conhecia nos cumprimentou e comentou sobre o tempo naquele dia, e eu respondi educadamente. Quando entramos na casa dele, ele falou que não tinha gostado e começou a agir agressivamente”, detalha.
Segundo a mulher, Rivadávio começou a xingá-la, chegou a puxar os cabelos dela e ameaçou matá-la com uma faca. Em determinado momento, o professor furou um colchão com a faca e prendeu a vítima em um dos quartos.
“Ele ainda me mordeu, me chutou e me bateu. Depois, me trancou com o ar-condicionado na temperatura mais fria e quebrou meu celular. Foi horrível, não tive como pedir ajuda a ninguém”, lamenta.
O casal estava sozinho no imóvel do agressor, e a violência perdurou até o fim da tarde daquele dia. Depois de muito tempo, o professor da UnB expulsou a mulher da casa dele, momento em que ela conseguiu pegar suas coisas e sair do local.
“Antes de estragar meu aparelho, ele apagou todos os meus arquivos. Não consegui recuperar nada. Antes de sair, ainda o avisei que iria a uma delegacia para denunciá-lo. Debochado, ele me disse: ‘Se você for na delegacia, vou te matar’”, relata a mulher.
Os dois se conhecem há 26 anos. Amigos de longa data, eles iniciaram um relacionamento no fim de 2020. Porém, meses depois, os primeiros problemas do casal começaram a ocorrer.
“Ele demonstrava ser uma pessoa muito ciumenta, o que me causava medo. Certo dia, pegou meu celular e me acusou de traição após ver uma conversa no WhatsApp com um contato salvo como ‘Baby’. No caso, a pessoa era o meu tio, que é conhecido por todos por esse apelido. Tentei explicar para ele, mas foi a maior confusão e, depois disso, nos separamos”, relembra a vítima.
No mesmo ano, após um período afastados, a mulher e o professor reataram o relacionamento e tudo parecia muito bem entre os dois. “Ele voltou, pediu perdão e estava tudo correndo direitinho entre a gente, mesmo a minha família não apoiando mais o namoro”, conta.
Após o retorno, o casal passou alguns meses vivendo tranquilamente, sem crises. Em julho deste ano, o sonho de ter uma relação saudável com o parceiro tornou-se pesadelo, depois de ela ter sido agredida fisicamente pela primeira vez.
Foto: Reprodução/UnB
*Com informações do Metrópoles.