Manaus – AM | Em decisão do Comitê Intersetorial de Enfrentamento da Covid-19 do Governo do Amazonas, foi definido que eventos estão liberados sem restrição de horário e de ocupação, inclusive eventos esportivos em estádios. A recomendação é que o público esteja com o esquema vacinal atualizado. Eventos em espaços públicos do Estado, como Sambódromo, Arena da Amazônia e Centro de Convenções Vasco Vasques, podem passar pela avaliação do comitê.
O Comitê, em reunião nesta sexta-feira (11), também decidiu recomendar às prefeituras do Amazonas que autorizem a desobrigação do uso de máscaras em locais abertos. A orientação leva em conta os índices epidemiológicos, que registram queda em internações e de número de infectados e óbitos pela doença no estado.
Decreto será assinado hoje pelo governador Wilson Lima e entra em vigor assim que publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). O comitê também recomendou que pessoas acima de 60 anos mantenham o uso de máscaras. Pessoas nessa faixa de idade são maioria entre internados com casos de Covid-19 mais graves. Em 20 dias, o grupo irá avaliar a possibilidade de desobrigar o uso de máscara também em locais fechados.
Vigilância e assistência
De acordo com o Governo, diante da redução de casos, óbitos e internações, o estado do Amazonas retornou à fase amarela, de baixo risco para transmissão do novo coronavírus.
Em todo estado, foram confirmados 3.316 casos da Covid-19 nos primeiros dez dias de março, uma queda de mais de 87% com relação a igual período de fevereiro. De 1º a 10 de março foram registradas 25 internações e três óbitos em todo estado, seguindo trajetória de queda.
A redução de internações em leitos clínicos e de UTI por Covid-19 é de 90%. No interior, não há pacientes internados nas Unidades de Cuidados Intermediários (UCIs), há 12 internações em leitos clínicos e 52 municípios sem nenhuma internação, segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).
Hoje, a cobertura vacinal no Amazonas está em 80,9% com segunda dose e 33,7% com o esquema vacinal com dose de reforço, considerando a população elegível para vacinação. Quanto mais pessoas vacinadas, menor é a circulação do vírus, aponta a Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP).
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Com informações da assessoria de comunicação*