Brasileiro relata desespero em Kiev: “Barulho de bomba. Coração a mil”

Brasileiro relata desespero e medo durante ataques russos em Kiev, capital da Ucrânia.
Redação Imediato Online
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PAÍS | O brasileiro David Abu Gharbil, que vive em Kiev, na Ucrânia, tem usado as redes sociais para relatar os momentos de tensão no país em meio à invasão russa na região.

Na madrugada desta sexta-feira (25), David, que é engenheiro eletricista, publicou imagens de dezenas de pessoas em um bunker — construção subterrânea que serve de abrigo em situações de guerra. O grupo foi para a estrutura após uma explosão atingir a cidade.

“Tiroteio, barulho de bomba. A noite clareou, ficou de dia. Achei que eu fosse morrer. Meu coração está pulando a mil. Eu estou desesperado com o que aconteceu agora. Veio um clarão que clareou a cidade inteira. A gente não sabe o que está acontecendo na rua”, relatou.

Segundo o Metrópoles, após a explosão, David e um grupo de pessoas seguiram para o bunker. “A gente está na frente de um bunker, as pessoas aguardando. Crianças, a família toda, gente com mala. A galera toda aqui embaixo, em choque”, afirmou, antes de entrar no espaço.

“A explosão foi bem aqui do lado, um avião abatido e tiros”, disse. Depois, o brasileiro entrou no local e, ao lado de outras pessoas, construiu camas improvisadas com caixotes de madeira e caixas de papelão.

“Nosso jeitinho brasileiro, pegamos umas caixas e fizemos umas ‘mini camas’ aqui. Travesseiros, cobertor, malas. Bastante gente. O pessoal deitado em palets, o que for. Crianças, nenéns, não está fácil. Mas a gente está se dando bem, pelo menos estamos seguros. A gente está tipo em um porão, sabe? Famílias e famílias sentadas do jeito que dá. Forças para nós”, afirma. Confira as imagens.

Durante a madrugada, David e parte do grupo saíram do bunker para comprar alimentos. O engenheiro relatou medo ao precisar deixar a estrutura devido às novas explosões que ocorreram na região durante a noite.

“A gente estava na espreita, então não dormimos. Às 4h20 caiu uma bomba aqui, em torno de uns 3 quilômetros da gente. Fez um belo estrago, um belo barulho. A noite ficou dia, de tanto clarão que deu. A gente conseguiu subir. Tiveram uns ataques na parte da manhã, a gente estava no bunker, só na espera. Conseguimos subir para pegar mantimentos para comer agora na manhã. E vamos voltar para lá porque hoje o dia vai ser pesado. As estradas estão lotadas e a gente está evitando ao máximo andar na rua”, relatou.

Início dos conflitos

David começou a compartilhar registros dos momentos de tensão nas redes sociais na quinta-feira (24/2), data do primeiro ataque russo à Ucrânia.

“Hoje, pela manhã, tocou a sirene avisando que a Rússia entrou e que estaremos em estado de guerra. Você não pode sair de casa, o espaço aéreo está fechado e as ruas estão lotadas, sentido Polônia está lotando. Não tem mais como sair. Impossível sair pelas ruas, porque acabou a gasolina, muitos carros parados. O que resta a nós é nos proteger”, disse.

Após sucessivos bombardeios, o país tenta, junto da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), negociar uma área de cessar-fogoGabinete do Presidente da Ucrânia

Guerra em Kiev

Destroços de um avião militar atingiram prédios residenciais na cidade durante a noite de quinta. As autoridades ucranianas informaram que se tratava de uma aeronave russa que havia sido atingida, mas observadores internacionais levantam a possibilidade de ter sido um avião das próprias forças da Ucrânia que teria, na verdade, sido derrubado por um míssil russo.

Assessor do Ministério do Interior ucraniano, Anton Gerashenko disse à imprensa local que “o dia mais difícil será hoje [sexta]. O plano do inimigo é romper com tanques [as defesas das cidades] de Ivankiv e Chernihiv e ir a Kiev”.

Durante a madrugada, David e parte do grupo saíram do bunker para comprar alimentos. O engenheiro relatou medo ao precisar deixar a estrutura devido às novas explosões que ocorreram na região durante a noite.

“A gente estava na espreita, então não dormimos. Às 4h20 caiu uma bomba aqui, em torno de uns 3 quilômetros da gente. Fez um belo estrago, um belo barulho. A noite ficou dia, de tanto clarão que deu. A gente conseguiu subir. Tiveram uns ataques na parte da manhã, a gente estava no bunker, só na espera. Conseguimos subir para pegar mantimentos para comer agora na manhã. E vamos voltar para lá porque hoje o dia vai ser pesado. As estradas estão lotadas e a gente está evitando ao máximo andar na rua”, relatou.

Veja no link abaixo:

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Foto: Reprodução

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