Grávida morta ao lado da filha levou 37 facadas, aponta laudo do IML

Laudo do IML aponta que grávida e filha foram brutalmente assassinadas com mais de 30 facadas em Brasília.
Redação Imediato Online
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PAÍS | Laudo feito pelo Instituto Médico Legal (IML) aponta que Shirlene Ferreira da Silva, 38 anos, grávida de 4 meses, foi executada com 37 facadas. Tauane Rebeca da Silva, 14, foi encontrada ao lado da mãe com marcas de perfurações e estrangulamento. O autor do crime, cometido em dezembro passado, foi identificado como Jeferson Barbosa dos Santos, 25 anos. Ele está foragido.

Segundo o Metrópoles, Tauane da Silva estava sem o short. Há indícios de que ela tenha sido morta após a mãe, o que aponta para uma “queima de arquivo”. Exames indicam que as duas não sofreram abusos sexuais. As investigações foram conduzidas pela 19ª Delegacia de Polícia (P Norte).

Shirlene e Tauane Rebeca da Silva desapareceram em 9 de dezembro do ano passado, ocasião em que a dupla saiu para tomar banho em um córrego. Os corpos, em avançado estado de decomposição, foram encontrados 11 dias depois escondidos em um matagal.

Uma das hipóteses apuradas pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) é a de que Jeferson Barbosa tenha tentado estuprar a adolescente. Shirlene Silva, que estava grávida de 4 meses, teria reagido e avançado no autor. A mãe tinha marcas que sugerem que ela tentou se defender.

Na imagem colorida, folhas cobrem algo no chão de uma floresta



De acordo com a polícia, os cadáveres estavam em avançado estado de decomposição. A pericia nos corpos e na área pode ajudar na identificação da autoria do crimeGustavo Moreno/ Metrópoles


Rafaela Felicciano/Metrópoles
Na imagem colorida, há uma montagem com duas fotos. As duas mostram fotos em telas de celular
Shirlene Ferreira da Silva, de 38 anos, e a filha Tauane Rebeca da Silva, 14 anos, desapareceram no dia 9 de dezembro após saírem para tomar banho em um córrego no Sol Nascente. Shirlene estava grávida de 4 mesesRafaela Felicciano/Metrópoles

Na imagem colorida, uma casa está posicionada à esquerda. Ao lado dela há folhas e arvores
A última pessoa a ter contato com as duas foi Lucas, 12 anos, filho caçula da mulherGustavo Moreno/ Metrópoles
Na imagem colorida, um homem está posicionado no centro. Ele usa camiseta branca e está com o rosto cheio de lagrimas
O menino alertou o pai, Antônio Batista, que havia chegado do trabalho. O jovem disse que a mãe pegou mochila, toalha amarela listrada, guarda-chuva, biscoito e tinha saído com a irmã para o córrego, mas não retornaramRafaela Felicciano/Metrópoles

Na imagem colorida, bombeiros com uniforme alaranjado se aglomeram
Após contatar a família e não obter retorno quanto ao paradeiro da esposa e filha, Antônio Batista, marido de Shirlene, acionou os bombeiros. As buscas começaram no mesmo diaGustavo Moreno/ Metrópoles
Na imagem colorida, bombeiros com uniforme alaranjado se aglomeram. Há um cachorro sendo segurado por um bombeiro
No entanto, somente em 11 de dezembro, terceiro dia de investigação, a primeira pista surgiu. Segundo os bombeiros, cães encontraram chinelo e um guarda-chuva que, de acordo com Antônio, pertenciam às vítimasCBMDF/Divulgação

Na imagem colorida, bombeiros com uniforme alaranjado se aglomeram
O quarto dia de busca foi marcado por informação de que Shirlene e a filha estariam em uma igreja em Samambaia, o que chegou a interromper a procura. Como a informação não se confirmou, as buscas foram retomadasCBMDF/Divulgação
Na imagem colorida, bombeiros com uniforme alaranjado se aglomeram
Por conta do clima chuvoso e do local ser de difícil acesso, por diversas vezes as buscas precisaram ser interrompidasGustavo Moreno/ Metrópoles

Na imagem colorida, uma viatura está posicionada à direita
Em 14 de dezembro, sexto dia de busca, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) abriu nova linha de investigação e passou a trabalhar com a hipótese de as duas terem fugido para o Piauí, terra natal de ShirleneIgo Estrela/ Metrópoles



Na imagem colorida, uma pessoa com roupa da policia está agachada no chão observando um pedaço de pano laranjado
Após 8 dias e sem qualquer pista sobre o paradeiro de mãe e filha, os bombeiros encerraram a procura e as investigações ficaram apenas com a Polícia Civil do DFGustavo Moreno/ Metrópoles

Na imagem colorida, uma viatura está posicionada à esquerda e uma viatura do bombeiro posicionada à direita
Em 18 de dezembro, no entanto, uma testemunha ocular informou à polícia que viu Shirlene e a filha descendo para o córrego. Com isso, as buscas foram retomadasGustavo Moreno/ Metrópoles
Na imagem colorida, folhas cobrem algo no chão de uma floresta
Em 20 de dezembro, 11 dias após o desaparecimento, a PCDF encontrou os corpos das vítimas cobertos por folhas às margens do córrego (PCDF/ Divulgação)

Testemunhas

Depoimentos colhidos ao longo da investigação reforçam que Jeferson Barbosa teve contato com as vítimas. Moradores o viram descendo para o córrego no dia e horário em que as duas desapareceram.

Pessoas próximas ao criminoso detalharam que ele costumava se gabar afirmando que “se dava bem com as mulheres no córrego”. A polícia, entretanto, não descarta a participação de outro suspeito no crime.

“Reza por mim”

Natural do município de Bom Jesus, no Piauí, Jeferson Barbosa saiu do Distrito Federal acompanhado da mulher com a justificativa de que iria passar o Natal na Bahia.

Após alguns dias, ele entrou em contato com o irmão, que mora na capital federal, e pediu oração. Disse “reza por mim” e voltou a ficar incomunicável.

O homem tem passagem na polícia do DF por lesão corporal e já foi vítima de tentativa de latrocínio. Agora, ele foi indiciado por homicídio, aborto – uma vez que Shirlene estava grávida e perdeu o bebê – e ocultação de cadáver.

Barbosa morava próximo ao Córrego da Coruja, onde os corpos foram encontrados cobertos por folhas. O autor trabalhava com o irmão como carroceiro e catador de material reciclável.

Denuncie

Quem tiver informações sobre a localização do criminoso pode entrar em contato com a Polícia Civil. As denúncias podem ser feitas pelo canal on-line pcdf.df.gov.br ou pelo Disque-Denúncia (197). A ligação é gratuita e anônima.

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