Arthur publica texto sobre economia do país, mas esquece dos buracos que predominam em Manaus

Prefeito de Manaus destaca planos econômicos, mas ignora problemas de infraestrutura na cidade.
Redação Imediato Online
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Manaus – Apresentando medidas para a geração de resultados positivos na economia do País com o intuito de equilibrar o cenário no segundo semestre de 2019, o prefeito Arthur Virgílio Neto publicou mais um artigo em suas redes sociais. Mas apesar de planos faraônicos para o futuro, o momento presente da administração do prefeito continua marcada por uma capital carente de infraestrutura e que todos os dias continua sofrendo literalmente entregue aos buracos que tomam conta das ruas de Manaus.

A publicação do material foi divulgada durante a tarde deste domingo (2). No documento o prefeito lamentou a falta de estratégia política do governo Bolsonaro com o parlamento, o que consequentemente acaba atrasando a Reforma da Previdência, que – em sua opinião – deve ser feita com urgência, pois o atraso pode comprometer o futuro das novas gerações. Enquanto isso em Manaus moradores continuam se manifestando todos os dias por meio da mídia na busca de melhorias por serviços básicos como saúde, educação e asfalto de qualidade.

“O governo Bolsonaro se marca pelo desafio de se construir uma reforma previdenciária que evite injustiças sociais gritantes, mas que oferece, ao longo de 10 anos, uma das principais saídas para a crise fiscal brasileira. Ou seja, essa reforma é inadiável, sob pena de estarmos atentando contra o futuro dos nossos filhos e netos”, disse Arthur.

Ainda segundo o chefe do executivo, as idas e vindas nas expectativas econômicas e o atraso na implantação da reforma geram descredibilidade do governo perante os mercados, prejudicando o crescimento econômico do Brasil. “As previsões do início da gestão eram de crescimento entre 3% e 3,5% que, infelizmente, segundo o próprio ministro Paulo Guedes, caíram para 1,4% neste ano, com a clara ameaça de mais um trimestre de queda, desenhando aquilo que se chama de recessão técnica: dois trimestres consecutivos de recuo do produto”, explicou.

O prefeito ressaltou ainda a necessidade de reação rápida e efetiva para apresentar um segundo semestre diferente, com a conclusão da reforma e a adoção de articulações que gerem resultados positivos no cenário econômico nacional.

“Por exemplo, a aprovação da independência do Banco Central, capaz de restabelecer grande parte da confiança perdida entre os investidores. Outras medidas me parecem necessárias e urgentes. Ora, como a economia está em fase de anemia e a inflação é solidamente baixa, há espaço para o rebaixamento imediato das taxas básicas de juros. Que seja para logo, porque não existe perigo, na presente conjuntura, de a baixa nos juros acender a inflação”, assinalou.

Ainda em seu artigo, o prefeito cobrou do presidente Jair Bolsonaro uma declaração clara e pública, de apoio à Zona Franca, para estimular novos investidores e oferecer segurança a quem já está instalado no polo. E apontou ainda outras medidas de incentivo a economia.

“Oferecer imediato crédito subsidiado aos setores de serviços, o mesmo se dando na construção civil. Ambos são altamente geradores de empregos, utilizando mão de obra com níveis diversificados de qualificação”, mencionou.

Ponderado, Arthur assinalou que estimular o consumo, a partir da liberação para esse fim, de parte do FGTS, do PIS, do Pasep e do FAT. Assim como inserir, metódica e sistematicamente, cursos técnicos no ensino médio, para propiciar empregabilidade aos jovens.

O líder do executivo finalizou a apresentação abordando a necessidade de se ter uma política externa sem ideologias, que venham prejudicar a balança comercial.

“Política externa é observar o interesse nacional, ampliar o comércio internacional, transformar os departamentos comerciais de nossas embaixadas em verdadeiros departamentos de propaganda e venda de produtos brasileiros. Em política externa madura, pouco importa se o ministro gosta -ou não- de chineses, russos, americanos ou o que mais seja. Importa, isto sim é vender nossos produtos para chineses, árabes, judeus, russos, americanos e quaisquer outras nações e nacionalidades”, concluiu .

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